Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 01/05/2019
“Por farta d´água perdi meu gado, morreu de sede meu alazão.” Esse célebre trecho da canção Asa Branca, de Luis Gonzaga, faz referência à ausência de água e seu impacto enquanto fator contribuinte para migrações. Tal realidade transfigura um cenário caótico, uma vez que a mesma possui valor fundamental aos seres vivos. Dessa forma, torna-se fulcral analisar a carência de investimentos e seus danos irreparáveis.
De início, é indispensável pautar a reduzida aplicabilidade de medidas públicas efetivas, a qual proporciona a intensificação das disparidades ambientais. Prova disso, é o pensamento de Guimarães Rosa, o qual preconiza a significação da água de maneira análoga à liberdade, de modo a possuir valor quando acaba. Dessa forma, a valorização de recursos hídricos deve ser evidenciada.
Ademais, adversidades acarretadas pela escassez hídrica integram um estágio degradante, uma vez que compõe consequências sociais, bem como empecilhos à saúde humana e vegetal e consequências naturais, tal como o empobrecimento do solos. Prova disso é a obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, que denota uma sociedade prejudicada pela carência de água. Sendo assim, a desqualificação do solo e descaso para com a vida, faz-se presente.
Infere-se, portanto, a permutação de tal perspectiva diante da careza líquida. Assim, urge ao Estado, através de políticas públicas, a consolidação de investimentos, com o fito de reduzir impactos sobre a hidrosfera. Além disso, cabe à imprensa socialmente engajada, por intermédio de campanhas de conscientização, o estímulo da reflexão, a fim de corroborar a dependência tida para com tal substância. Dessa forma, a situação acerca da problemática, reverter-se-á.