Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 10/05/2019

Sabe-se que o Brasil detém cerca de 12% da reserva hídrica no planeta além de possuir os maiores recursos mundiais, tanto superficiais quanto subterrâneos e, ainda sim, todo o processo é reforçado por chuvas abundantes em mais de 90% do território. No entanto, a escassez de água no país tem se tornado uma situação alarmante em pleno século XXI, que pode prejudicar toda a população humana, animais e plantas. Define-se como um dos principais argumentos para tal crise, a cultura do desperdício embasada na falsa premissa de que se tem água em abundância e a desigualdade na obtenção de tal recurso.

A princípio, é de conhecimento geral que a água é um recurso natural essencial a vida, a partir dela é possível sua utilização em indústrias, consumo próprio, higienização, agropecuária, entre outras atividades; portanto, é necessário seu consumo consciente. No entanto, há uma falsa ideia, na qual parte da população a classifica como verídica, que é a de que a água do planeta é constante e nunca acabará, porém sabe-se que na prática não é assim, devido o planeta ser povoado há muitos agentes externos que atrapalham o ciclo da água. Exemplo disso é a cultura do desperdício em domicílios, nas atividades de casa, na hora do banho e em diversas atividades rotineiras que fazem com que a água seja jogada fora sendo que poderia ser economizada.

Além disso, tem-se outro ponto de vista no qual abrange a desigualdade na obtenção de água nos diversos setores do país, na qual há atividades industriais como a produção de um automóveis ou a própria calça jeans, que necessita de 11.000 litros para atingir a tonalidade ideal, além de diversos outros produtos que exigem muita quantidade de água e há os casos de cidades em condições precárias de saneamento básico e de condições naturais que resultam na crise hídrica local. Portanto, a distribuição desigual da água no país é um problema presente nos lares dos brasileiros, na qual ha muita ‘‘água virtual’’ sendo desperdiçada e famílias passando por necessidades.

Portanto, de acordo com os fatos mencionados, é perceptível a necessidade de mudanças para que não haja uma crise hídrica no país e todos tenham acesso ao recurso natural. A princípio, é importante que o Ministério da Educação junto a Organização Mundial da Saúde (OMS) criem campanhas midiáticas e palestras em escolas públicas e particulares, a fim de conscientizar a população jovem e adulta da real condição hídrica em que o país se encontra, para que se adotem o hábito do uso consciente. Além disse, é necessário que o Governo crie uma política rígida, que discipline e controle o uso excessivo das águas na produção de alimentos e eletrônicos, para que não seja preciso uma demanda muito grande e assim  possa fornecer água a toda à população brasileira.