Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/05/2019
Garantir água doce às gerações futuras é um grande desafio para os governantes atuais. Tendo em vista que, presencia-se um cenário alarmante, pois apenas 3% de toda água existente no planeta é adequada para consumo humano, conforme a ONU-Água (Organização das Nações Unidas) . Contudo, prevalece na sociedade o uso inconsciente desse recurso natural, o que se deve a fatores sociais e econômicos. Logo, é preciso analisar esse cenário, mediante um olhar reflexivo, com o intuito de mitigar uma crise hídrica generalizada nas próximas décadas.
Em primeiro lugar, observa-se a desigualdade social como uma vertente que sustenta o problema. Isso ocorre devido alguns países apresentarem uma condição econômica vulnerável, não obtendo a tecnologia necessária para explorar corpos hídricos próximos e abastecer seus habitantes. Com isso, inúmeras pessoas tem o acesso reduzido, enquanto nos países desenvolvidos observa-se um consumo exacerbado. Exemplo disso, é a situação vivenciada pela populaçao africana que sobrevive, mensalmente, com um terço do que o utilizado pelos moradores dos Estados Unidos. Assim, evidencia-se que o racionamento de água ocorre, principalmente, nos países pobres.
Além disso, a utilização insustentável reforça a problemática. Isso porque uma grande quantidade do recurso hídrico é consumido pelo setor econômico e industrial sem um processo de reutilização para os demais setores. Prova disso, é que aproximadamente 70% da água utilizada no Brasil destina-se ao agronegócio, segundo a Agência Nacional das Águas (ANA). Somado a isso, a porcentagem restante é desperdiçada no cotidiano pela sociedade em tarefas domésticas, tais como, lavagem de calçadas, carros e banhos prolongados, por meio de um consumo elevado calcado na ideologia de a água ser um recurso finito. Com isso, a ausência de consciência demonstrada por meio de um uso irracional desse recurso natural agrava a situação.
É necessário, portanto, mudar esse cenário. Para isso, a ONU deve realizar uma campanha educativa sobre a quantidade de água desperdiçada no cotidiano, por meio das redes de socialização - Twitter, Facebook - destinada as nações com a finalidade de alertar a possibilidade de uma escassez hídrica instigando as pessoas em um uso mais consciente. Outrossim, o Ministério da Agricultura deve incentivar os empresários do agronegócio a implementarem processos de reutilização de água, por via da redução de impostos. Só assim, poderá se garantir água doce para as próximas gerações.