Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 03/05/2019

É consenso na sociedade sociopolítica hodierna, os impactos que o uso errôneo da água podem trazer, uma vez que essa é o principal meio para a sobrevivência dos seres vivos, podendo ser utilizada não somente para a produção de alimentos como também para usos pessoais e domésticos. Todavia, mesmo vivendo em uma sociedade globalizada, existem indivíduos marginalizados que frequentemente não recebem o básico para a sua subsistência, levando uma vida degradante enquanto uma parte privilegiada da sociedade esbanja recursos. Isso torna-se indubitável à medida que africanos da região subsaariana consomem em média 20 litros de água por dia, ao passo que o cidadão canadense consome uma média 30 vezes maior, como indicam dados do site “unipacs”.

Primeiramente, um desafio enfrentado pela população canarinha nesse quesito é a negligência estatal, de modo que o Governo nem sempre segue o que rege no Artigo 225 da Constituição Federal do Brasil - que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem do uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Esse descaso torna-se inegável à medida que muitas famílias brasileiras não têm o sistema básico de tratamento de esgoto, além dos casos de tragédias envolvendo barragens, que além de contaminar à água, deixam diversas vítimas.

Assim sendo, é incontrovertível a importância dessa herança natural na sociedade contemporânea e como ela influencia o desenvolvimento sustentável e redução da pobreza. Contudo, à proporção que a escassez de água potável cresce, transfigura-se comum os casos de desigualdade social, em vista que somente a elite poderá arcar com gradativo aumento dos preços em frente a necessidade. Desse modo, faz-se indispensável a conscientização da população com relação a esses problemas por meio da educação, citando Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.

Logo, é vital o combate ao uso inadequado dos recursos naturais para que possa haver uma sociedade mais igualitária e sustentável. Portanto, à proporção que o desconhecimento é substituído pela necessidade e falsas ideias, faz-se crucial o papel do Ministério da Educação para a criação de projetos educacionais nas escolas, os quais devem promover palestras e atividades lúdicas a respeito dos direitos do cidadão e do consumidor,- uma vez que as ações culturais têm imenso poder transformador, conscientizando assim a comunidade escolar e a sociedade no geral. Destarte, será possível criar uma nação que porra de fato integrar indivíduos e promover a plena construção de conhecimentos, garantindo assim, um país que proporciona igualdade social.