Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 07/05/2019
Na obra literária, “Vidas Secas”, de Graciliano ramos, torna-se evidente a importância da água, visto que, a família de retirantes busca incessantemente o recurso para viabilizar a sobrevivência. Nesse sentido, nota-se que a disponibilidade de água é essencial para todos os indivíduos, entretanto, a humanidade sofre com os aspectos da escassez hídrica. Por isso, deve-se analisar a ausência da distribuição hídrica, dando ênfase na urbanização precoce e a importância de conter o desperdício de água tratada.
É importante ressaltar, em primeiro plano, de que forma deu-se a má distribuição hídrica no Brasil, enfatizando, principalmente as grandes metrópoles. A partir da perspectiva histórica, o país sofreu uma urbanização abrupta e desordenada devida o período industrial da época, que provocou a macrocefalia urbana. Com isso, houve a segregação socioespacial, na qual levou inúmeras famílias às periferias de forma negligenciada e sem o devido suporte de saneamento básico, sendo tal aspecto comprovado através do livro, “ O Quarto do Despejo”, de Carolina de Jesus, já que todos os dias ela precisava buscar água no posso para utilizar na sua residência. Dessa forma, observa-se que a distribuição de água não ocorre adequadamente.
Cabe mencionar, em segundo plano, a necessidade de contenção do desperdício de água, já que é um bem ilimitado. Nesse sentido, segundo o Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento, o Brasil, em ranking internacional, ocupa em 20° posição de perda de água tratada, que decorre a partir de ligações clandestinas, vazamento e despejo de água tratada em rios poluídos. Com isso, nota-se a despreocupação da sociedade no âmbito dos recursos hídricos, visto que, são ações tanto da população quanto dos municípios, já que ambos corroboram para os desperdícios. Dessa forma, urge a necessidade de mudanças estruturais e educacionais na sociedade brasileira.
Infere-se, portanto, que o Estado e a Sociedade tomem providências para amenizar o quadro atual. Para modificar o cenário histórico, a Agência Nacional de Água (ANA) junto aos municípios crie, por meio de verbas governamentais, reformas básicas para melhorar a distribuição de água, viabilizando um a vida digna aos moradores. Além disso, a ANA também poderá inspecionar as canalizações já existentes para mitigar as irregularidades e o Ministério da Educação poderá promover campanhas educativas nos meios de comunicação, tendo ambos os objetivos de minimizar os desperdícios. Feito isso, será possível inibir os impactos da escassez no país.