Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/05/2019
Na Idade Antiga, as civilizações que dominassem a água, prosperavam. O Império Romano era constituído por aquedutos, o Egito antigo contava com as cheias do Rio Nilo e, até os dias atuais, a vida se molda ao redor de lagos e rios em todo o mundo. Porém, da Idade Antiga para a Idade Contemporânea, a população mundial aumentou, as tecnologias se desenvolveram e a utilização da mesma foi gradativamente aumentando. Com tamanha demanda para a utilização desse recurso, em pleno século 21, enfrentamos uma crise global da água. Diversos países sofrem com a escassez da mesma, mas quais são os impactos acarretados?
O ser humano é constituído por 70% de água e a falta dela acarretaria em sérios danos a saúde. A OMS, Organização Mundial da Saúde, avaliou que são necessários cerca de 50 a 100 litros de água por pessoa, por dia, para que sejam satisfeitas todas as necessidades básicas, sejam elas alimentação até higiene, por exemplo. O primeiro astronauta a pisar na Lua, viu a Terra pela primeira vez do espaço e afirmou “A Terra é azul”, dando a impressão de que não faltará água no planeta, que é um acesso ilimitado, mas não é. Cerca de 97% da água mundial é salgada, 2% estão concentradas nas calotas polares e apenas 1% é propícia para o consumo. Dentro desses 1%, a maioria está concentrada no subsolo, sendo de difícil acesso para a extração. É válido avaliar que, além de escassa para o próprio consumo, a água é usada em sua maioria para indústrias e para a agropecuária. Para fazer um celular são usados litros na fabricação do aparelho e, quando o mundo começou a seguir o “american way of life”, muitos hábitos alimentares norte-americanos foram somados a diferentes culturas, sendo assim, a prática de comer hambúrguer é comum em várias delas, mas para se fabricar um só, são utilizados cerca de 1600 litros de água. A escassez dela impactaria negativamente tanto na saúde dos seres vivos quanto na economia, cultura e estilo de vida dos países.
Muitas cidades estão próximas do chamado Dia Zero, uma data simbólica que marcará a falta de água, como por exemplo, São Paulo, Londres e Melbourne. As cidades que estão nessa lista recebem um aviso e começam uma “corrida contra o tempo” para conscientizarem a população e racionalizarem. Muitas delas menosprezam esse alerta, mas a Cidade do Cabo fez regredir essa contagem. Criaram leis que penalizassem pessoas e empresas que excedessem o limite diário, reutilizaram de diversas formas a água utilizada e modificaram radicalmente o estilo de vida que a população vivia, mas que diminuiu em milhões de litros o consumo de água na cidade. É preciso criar um alerta geral, conscientizar as futuras gerações nas escolas, cabe as autoridades taxar o uso excessivo de água e cobrar pelo nosso recurso mais valioso para que todos tenham o direito a ele no futuro.