Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 10/05/2019
“O ser humano não teria alcançado os impactos da escassez da água no século XXI se, repetidas vezes, não tivesse tentado utilizar quantias de água em excesso acima do recomendável apenas para um indivíduo”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a escassez da água, mas também, posteriormente à quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de utilizar moderadamente a água pelos integrantes dessa mesma sociedade.
Primeiramente, o dever de advertir a utilização moderada da água, de modo que inviabilize a escassez hídrica no país, está assegurado não só pelos Direitos Humanos, como também pela Constituição do Brasil. Além disso, os pilares de uma república são deixados de lado a partir do momento em que os impactos da escassez da água são resultados da carência de segurança em preservar os recursos hídricos nacionais tanto por parte do Estado quanto por parte dos cidadãos do país, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente. Tendo em vista que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a média da quantia de água recomendável que satisfaça as necessidades básicas e amenize os problemas de saúde é 50 litros por pessoa, entretanto a média da quantia de água utilizada por pessoa no Brasil é 187 litros, ou seja, o excesso de água utilizada pelos brasileiros resultará na intensificação dos impactos da escassez hídrica.
Paradoxalmente, o ser humano, que é considerado como um ser racional, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que está à procura de desenvolver projetos políticos e sociais para amenizar as desigualdades sociais ainda presentes no país, deixa a desejar no que se refere à distribuição regular, mas também à possibilidade de obter sem dificuldades os recursos hídricos nacionais. Haja vista que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil apresenta distribuição irregular dos recursos hídricos, mas também dificuldades de obter água tanto para satisfazer as necessidades básicas quanto para amenizar os problemas de saúde devido a concentração hídrica das regiões do país.
Impactos da escassez da água no século XXI, portanto, devem ser combatidos com a iniciativa do Ministério da Educação em parceria com as escolas municipais, biólogos e médicos de realizarem a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras, além da propagação de folhetins relacionados ao assunto para os brasileiros, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade, tanto do corpo docente e discente quanto de toda população dos municípios, em relação à importância de preservar os recursos hídricos nacionais.