Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 09/05/2019
A escassez hídrica é um dilema enfrentado por boa parte da população mundial. Nas obras Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto e Vidas Secas de Graciliano Ramos ambas escritas no período do Modernismo no século XX relatam a história de pessoas que lutam contra a falta de água no nordeste brasileiro. O problema descrito nos livros há décadas existe até hoje e com os passar dos anos vem se espalhando pelo país. O dilema que existe no Brasil há anos não é a falta de água,mas sim a má distribuição,consumo exagerado,falta de políticas públicas eficazes e de saneamento básico .
Possuindo 12% da água doce disponível mundialmente os brasileiros sofrem com o fornecimento irregular hídrico. Segundo o Instituto Treta Brasil a Amazônia tem a menor concentração populacional e dispõe de 80% da água potável e o Sudeste com maior concentração dispõe de somente 6% desse recurso. Não existem políticas públicas suficientes para resolver esse problema e os cidadãos de determinadas localidades sofrem com seca durante um longo período de estiagem,um exemplo de tal evento ocorreu na cidade de São Paulo na época de 2013 até 2017. Desse modo, fica evidente que o Brasil precisa de uma redistribuição hídrica correta com intuito de evitar futuros problemas.
Além disso ,falta de tratamento sanitário para a água utilizada intensificam o problema. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) mostram que somente metade da população brasileira tem acesso à coleta de esgoto (50,3%), o que significa que mais de 100 milhões de pessoas possuem fossas ou descartam o esgoto diretamente nos rios.O esgoto doméstico jogado diretamente nos rios sem receber o devido tratamento são os principais causadores da morte de peixes e o desenvolvimento de microrganismos que facilitando a proliferação de doenças em casos de enchentes. Diante disso,fica evidente que o acesso à coleta de esgoto por toda à população brasileira é algo de insuma importância para a solução da problemática debatida.
Infere,portanto,que o principal responsável pela crise hídrica no Brasil é o governo por não possui politicas publicas eficazes. Sendo assim,ele deve criar novos projetos de transposição dos rios e aquíferos deslocando água para as regiões com maior concentração populacional.Paralelamente,deve intensificar as obras de espaços destinados para o tratamento de esgoto com intuito de reaproveitar a água e evitar descartes em lugar desapropriados. Segundo Martin Luther King “Toda hora é hora de fazer o que é certo”,as mudanças são necessárias para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros e evitar a poluição de rios,lagos e aquíferos.
A falta de e de chuva e politicas públicas levaram a região sueste a enfrentar uma rigorosa seca em 2014-2017