Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 12/05/2019
É impossível negar que a água é um recurso básico, direito universal inquestionável, essencial à dignidade humana. O uso inconsciente e a distribuição seletiva deste bem vital promovem uma série de consequências que limitam a qualidade e o tempo de vida dos que dele necessitam.
Em primeira análise, pode-se observar a postura relapsa da sociedade frente ao uso do recurso hídrico, de modo que constata-se que a vida contemporânea e consumista não é compatível à disponibilidade de água, justificando o mau uso por simplesmente pagarem pelo abastecimento. O brasileiro gasta, em média, 51% acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, comprometendo gravemente as condições de vida das gerações seguintes e aqueles que têm acesso restrito ao solvente universal.
Outro ponto a ser tratado é a distribuição seletiva por partes das empresas que são encarregadas desta tarefa, negligenciando o acesso do bem às populações mais pobres. Há ainda o descaso com a área de pesquisas climáticas, que poderiam, em hipótese, apresentar parte da solução deste problema em regiões áridas . Estes fatores são determinantes para que a pobreza, a desigualdade e negativa expectativa de vida se perpetuem em meio à uma sociedade que, em teoria, luta por igualdade, mas negam um artifício imprescindível à vida.
São evidentes, portanto, os impactos que a utilização predatória e o injusto fornecimento do bem hídrico podem acarretar. Logo, é oportuno acionar o poder público para conscientizar a sociedade sobre medidas eficazes de economia de água, ao passo que são estudadas alternativas científicas para conter a escassez em regiões remotas. Do mesmo modo fiscalizar o serviço das empresas hídricas visando otimizar o fornecimento do fluido, de maneira que seja largamente mais acessível.