Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 06/05/2019
Desde a Grécia antiga, entende-se que à água é um dos principais elementos básicos na constituição de toda matéria. No entanto, quando se observa a crise hídrica presente no século XXI, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que a mesma vem ficando cada vez mais escassa e não está tendo seu devido valor. Como já dito pelo filósofo grego Platão “o ouro tem muito valor e pouca utilidade, comparado à água, que é a coisa mais útil do mundo e não lhes dão valor”. Nesse sentido, convém analisarmos os principais fatores de tal postura negligente.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Embora o Brasil seja considerado um país rico em termos hidrológicos, cabe destacar que esse volume é desigualmente distribuído, tendo em vista que grande parte da água do país está concentrada na Amazônia, região com pouca parte da população a qual o volume de água extraído é direcionado para o setor agropecuário e o setor de irrigação, os quais usam cerca de 70% da água do país, e apenas 10% é destinada para o consumo humano, como afirma o Fórum Mundial da Água (FMA). Desse modo, deixando a população em situações precárias e com condições mínimas, haja vista que, a crise também pode comprometer o sistema econômico.
Outrossim, destaca-se o uso urbano como impulsionador do problema. Sabendo que, o volume populacional vem crescendo e consequentemente a demanda de consumo e o desperdício de água também, seja ele em indústrias, seja ele em hábitos diários que contribuem para uma má gestão de recursos hídricos existentes. Em virtude dos fatos, tem tornado-se comum a poluição e contaminação por resíduos industriais ou até mesmo vazamentos por falta de manutenção de equipamentos, os quais acabam rompendo ligações hidráulicas e extravasando reservatórios.
Portanto, torna-se evidente que, medidas preventivas precisam ser tomadas para garantir a permanência de um dos elementos primordiais à existência. Destarte, o poder legislativo deve promover um aperfeiçoamento legal, visando criar fiscalizações em indústrias e analisar regiões com maior população e necessidade, determinando um volume específico direcionada ao setor agropecuário e de irrigação, porém priorizando o consumo humano. Também, faz-se necessário que o Ministério da Educação (MEC) junto ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), instituam palestras conscientizadoras que discutam o combate à crise hídrica por meio de redes sociais e também nas escolas, a fim de que a população aprenda a usar com racionalidade e valorizar tal recurso, assim como no pensamento de Platão.