Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 12/05/2019
“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, como diz o químico Lavoisier. Nesse sentido, vê-se que a água, em nossas sociedades, têm se transformado negativamente, ao tornar-se inapropriada para o uso e tóxica para os seres vivos em geral, como nos esgotos. Dessa forma, a temática escassez de água é muito discutida atualmente, devido aos impactos gerados, que são complexos e exigem medidas equivalentes.
A Revolução Industrial no século XIX e o êxodo rural foram determinantes no crescimento dos centros urbanos, caracterizados pela distribuição de água encanada nas residências. Além disso, o consumismo pregado nas mídias e justificado pelo poder de compra, afeta também o gasto de água; pois é notório seu consumo exacerbado, principalmente em países ricos, apesar da disseminação de informações sobre os danos causados pelo desperdício. Também observa-se, a falta de saneamento básico como um agravante, no Brasil mais de 80% da população tem acesso à água potável, enquanto apenas cerca de 50% tem saneamento básico.
Assim, somado às condições climáticas e ao desmatamento, tais problemas favorecem a falta de água própria para o consumo, principalmente em regiões mais pobres, que sofrem com esgoto à céu aberto, o que fere a Declaração Universal dos Direitos Humanos; mas também afeta os grandes centros urbanos, como percebido em 2017, ano em que houve racionamento de água em metrópoles brasileiras, devido à diminuição das chuvas. Ademais o descarte de esgoto nos rios, impede que estes sejam utilizados, o que seria amenizado com o tratamento.
Portanto, as medidas a serem aplicadas devem envolver a economia, tratamento da água e distribuição menos desigual desta, adequada para o consumo. Para isso o Ministério das Cidades deve estabelecer metas de cobertura de saneamento básico, a cada ano, a fim de beneficiar o máximo de pessoas possível. Em adição, as emissoras de TV podem estimular o uso consciente de água, através de propagandas e nos programas, trazendo discussões sobre a escassez; para que nada se perca.