Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 10/05/2019

Na química estuda-se o processo de tratamento de água, da captação à distribuição e percebe-se uma grande responsabilidade em tal sistema, que pode colapsar devido a falta do elemento principal; a água. No entanto, a população, os países, os governos, as empresas e as indústrias não se conscientizam e ignoram a crise hídrica mundial, em prol de um desenvolvimento, como “um mal necessário”. Esse cenário apocalíptico, de um mundo sem água potável aproxima-se em passos largos até a atualidade, com ações que potencializam a escassez, a qual já sentimos ainda que pequenos, reflexos nos dias de hoje.

É válido lembrar, que a falta de água não se dá somente pela pouca chuva em certas regiões do mundo, mas sim, pela grande ocupação urbana, fazendo com que o ciclo biogeoquímico da água não acompanha-se tal demanda, seguido também de imensa influência do agronegócio e da agropecuária que tomaram grande parte do cerrado brasileiro e hoje avançam para a Amazônia, a qual é responsável pela grande parte da evapotranspiração, os famosos “rios voadores”. Nota-se então, que esses pontos destacados só corroboram para tal problemática, pois sua estrutura não tem alicerce em bases de  sustentabilidade e planejamento em suas matrizes.

Cabe ressaltar, que essa ideia de preservação de corpos hidrográficos é relativamente nova e com isso a população estabelece um novo olhar gradativamente, sendo de grande importância mencionar que a água não está acabando, mas que a água doce sim está entrando em estresse hídrico. Dessa maneira, esse bem natural sendo insuficiente, o preço de mercado do produto sobe e algo que deveria ser legalmente um patrimônio da humanidade, torna-se privatizada sobre o domínio de poucos. Dessa forma, atinge-se fauna e flora e diretamente toda a humanidade, do prato de alimento até a roupa da estação, o solvente universal está em todos os processos.

Fica claro, portanto que esse problema vem acompanhado a identidade mundial e por isso deve ser combatido. Para tanto, é necessário que exista conscientização ambiental por parte das industrias e sociedade, para isso conta-se com o apoio da mídia expondo o assunto em propagandas, campanhas, e divulgação de ONG’s que preservam os recursos hídricos, pode-se também implementar em canais  da televisão abertos, medidas para economia e reuso domiciliar da água. É indispensável, que governos e nações estejam empenhadas em reduzirem o desperdício hídrico, assinando acordos e promovendo leis que visem a melhor gestão ambiental. Assim, tratando causas e minimizando efeitos é que poderemos usufruir desse valioso bem comum.