Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 11/05/2019
Publicada em 1960, Carolina de Jesus, na obra “Quarto de despejo”, relata seu cotidiano em uma comunidade carente. Dentre os episódios, entre os mais marcantes, está a rotineira ida até a torneira comunitária para encher baldes e vasilhas com água. Esse ato, presente no passado de alguns, pode ser o futuro de muitos, caso o quadro de desigualdade e má logística não se reverta. Nesse sentido, é preciso entender as raízes socioeconômicas e ambientais da escassez de água e seus impactos. Em primeiro lugar, está que, a falta desse recurso sempre figurou a vida da população mais pobre. Isso porque, o fluído mineral depende de infraestrutura, da qual pouco dispõe as áreas periféricas das cidades. Segundo o Sis, sistema nacional de informação sobre saneamento, em 2013, o carioca consumiu em média 329 litros diários, dado alarmante se considerado que os favelados passam até dias sem água. Sendo assim, a falta ocasionará maior valorização e, a população carente será ainda mais prejudicada.
Por outro lado, esse líquido nunca acabará, ocorre que as práticas humanas estão sujando e impedindo seu ciclo de reposição em certas áreas. Como fruto, Segundo a FAO, a unidade para alimentação e agricultura da ONU, a tendência migratória em razão da falta de água está cada vez maior. Por isso, a falta do recurso ira gerar problemas de ordem mundial: agravando a crise migratória e acentuando as disputas por território.
Portanto, um futuro distópico aguarda a população mundial se medidas de preservação e recuperação da água não forem tomadas. Atentando ao território nacional, urge que o Ministério do Meio Ambiente e Agricultura implante um sistema voltado ao impedimento da contínua destruição ambiental. Para tal, por meio de um sistema de recompensas e penalidades, o governo deve exigir, podendo conceder menor imposto, que as industrias mantenham um raio de preservação das águas e matas a sua volta, também devendo reflorestar as nascentes desse contorno.