Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 07/05/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza em prol do coletivo para um bem-estar comum. No entanto, quando se observa os impactos da escassez da água no século XXI, no contexto brasileiro, verifica-se que esse molde iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, seja pelo déficit de investimentos por parte dos Governos, seja por ações antrópicas negativas.

Inicialmente, pode-se destacar o direito à água para todos os indivíduos, esse assegurado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948. Todavia, no que tange ao consumo excessivo de água na agricultura intensiva e nas grandes multinacionais, comprova-se que pequena parte da população obtém de maneira favorável esse recurso, enquanto, paralelamente, há uma outra grande porção negligenciada por parte das autoridades, o que causa impactos no seu bem-estar, como a miséria, intrínseca na impossibilidade de plantação e a criação de gado.

Além disso, com a evolução da ciência, a relação do homem com a natureza é transformada quando ele se coloca como o centro de todas as coisas. Diante disso, ações antrópicas são outros impulsionadores da escassez d’água atualmente para atender interesses pessoais. Tendo em vista a poluição dos mares, lagos, açudes e rios, a destruição de ecossistemas que impactam substancialmente na sobrevivência da maioria dos organismos clorofilados, dos animais e principalmente na formação de nuvens de chuva, logo, no reabastecimento dos reservatórios. Assim, torna-se evidente a queda de atitudes éticas no meio social, derivada da fluidez de valores e ambições.

Portanto, tais fatos comprovam que são indispensáveis a adoção de medidas capazes de assegurar o direito à água para todos. Em vista disso, o Governo Federal deve primeiramente monitorar os povos negligenciados através de sensos e banco de dados e investir em obras que facilitem a chegada do recurso natural aos lugares mais remotos. Além do Poder Legislativo aderir uma lei severa de reaproveitamento d’água na agricultura e nas indústrias, tendo o exemplo da captação de águas da chuva. Ademais, o conteúdo de segurança hídrica e de conservação do meio ambiente deve estar em alta nas mídias sociais e nos lugares públicos, como bancos e postos de saúde, além de adoção de palestras e mutirões de agentes públicos que vão dispor de informações conscientizáveis em domicílio, tanto urbano quanto rural.