Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 12/05/2019
No Antigo Egito, o estabelecimento das comunidades no entorno do Vale do Rio Nilo foi de extrema importância para o crescimento econômico e social da região. Na contemporaneidade, a distribuição desigual da água, assim como seu aproveitamento irregular são problemas existentes no que tange ao desenvolvimento sustentável.
Em primeira análise, um entrave é o difícil acesso de algumas regiões à água, enquanto outras usufruem essa de maneira exacerbada. Um exemplo disso, é as condições nefastas experimentadas no Sertão Nordestino, em períodos de seca, que interfere substancialmente em suas atividades rudimentares. De acordo com Habermas, incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro, frase que ratifica a relevância do intercâmbio técnico e logístico entre a coletividade.
Concomitantemente a essa dimensão ambiental, o consumo hídrico no serviço doméstico diário é utilizado majoritariamente com desperdício, em detrimento da inobservância de grande parte da população em relação à importância desse fluido. Aliado a esse fator, o " consumo virtual “, isto é, a quantidade líquida usada na produção de produtos, como automóveis ou a própria calça jeans, que necessita de 11.000 litros para atingir a tonalidade ideal contribui ao emprego irresponsável da água.
Embora seja direito de todo o cidadão o acesso à água e ao saneamento básico, é evidente o cenário desnivelado no âmbito global em relação a esse insumo, agravando a segregação social hodierna. De fato, tal atitude se relaciona ao conceito de banalidade do mal, trazido pela socióloga Hannah Arendt: quando uma atitude opressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada.
É mister a promulgação nos meios midiáticos, bem como a realização de palestras elaboradas pelos docentes no cenário educacional, a fim de orientar os alunos desde seu período de construção de identidade. Em adição, o aperfeiçoamento legal da Agência Nacional de Águas para maior efetivação no poder executivo inerente a sustentabilidade é precípuo.