Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 08/05/2019

Desde os primeiros assentamentos humanos como na Mesopotâmia e no Egito, as civilizações se sedentarizaram próximo aos rios, devido sua importância para plantar, consumir e ter suas necessidades básicas. Contudo, atualmente, com o aumento populacional, esse bem se vê em risco, devido à má distribuição desse recurso, e sobretudo, o seu uso desregrado. Portanto, existe um problema a ser solucionado, entretanto, há barreiras a serem superadas.

A primeira vista, quando se fala em falta d’água, pensa-se em um problema que estar por vir. Todavia, isso já é realidade em alguns lugares do planeta, onde o Estado falha em investir na infraestrutura de distribuição de água, como é o caso do Sertão no Brasil, onde as obras da transposição do Rio São Francisco nunca tiveram fim. Dessa forma, deve se olhar para o futuro, no entanto também ao presente, com equidade na distribuição e sensatez no uso.

Em contrapartida do péssimo abastecimento regional, há a utilização desregulada da população em geral, que segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde, deveria ser de 50 litros à 100 por dia, o que viria a ser suficiente para satisfazer as necessidades  básicas de um indivíduo. Contudo, essa realidade é bem diferente, segundo essa mesma organização, o gasto hídrico de um Canadense chega a 600 litros por dia, e do brasileiro 183 litros. Dessa maneira, não fica difícil perceber do porquê da eminente crise hídrica, sendo necessários caminhos para reverter esse cenário.

Isso posto, o Estado deve agir ativamente para mudar o problema  de abastecimento presente e o desastroso futuro hídrico. Para isso, o Executivo tem que investir em infraestrutura de transposições de rios, respeitando as leis ambientais, a fim de prover água a áreas onde há falta d’água. Além disso, esse mesmo poder deve criar impostos sobre uso excessivo de água, assim diminuir o uso desregrado da população. Dessarte, as nações poderão regozijar do uso sustentável da água.