Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 12/05/2019

Na obra literária “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, é retratado a escassez de água nas virilhas, e o sofrimento de pessoas que anseiam esse bem universal. Entretanto, atualmente, não só as feridas, mas também outros locais sofrem com essa falta, seja pelo uso indevido aliado a grande demanda, ou pela desigualdade em sua obtenção.

É indubitável que, cidades com alta demanda de água e consumo desregulado sejam afetadas pela falta do líquido. Esse é o caso, por exemplo, de São Paulo que tem seu reservatório Cantareira próximo de se esgotar no período de estiagem das chuvas, tendo que fazer racionamentos severos, o que poderia ser minimizado se o reservatório não alcançasse pontos tão críticos devido ao uso irregular.

Outrossim, a lugares que tem dificuldade de acesso a água de qualidade. Esse problema é evidenciado no nordeste, que já convive a anos com ausência do abastecimento total de água. Todavia, o que se resumia a áreas mais pobre do sertão hoje atinge os grandes centros como, Paraíba e Campina Grande, demonstrando não ser apenas as condições climáticas, mas também falta de políticas de consumo que visem evitar a falta deste bem a população.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para permitir a população acesso à água. Perante isso, cabe as prefeituras manipularem o consumo da população, isso a partir da liberação de uma quantidade ideal de água por dia, além de realizar campanhas para educar e promover o consumo consciente. Tais medidas seriam tomadas no intuito da população não gastar em excesso no período de chuva, para não sofrer com sua falta no período de estiagem. Ademais, os governos estaduais devem investir em tratamento da água de esgoto, o que tornaria seu consumo mais sustentável. Dessa forma, poder-se-ia toda população ter acesso a água.