Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 08/05/2019
No Quinhentismo Brasileiro, as cartas endereçadas a Portugal, em partes, possuíam o tom de valorização das belezas naturais encontradas na colônia. Nesse âmbito, espera-se que, na contemporaneidade, o caráter de apreciação e, logo, de preservação da natureza permaneçam, porém, de modo geral isso não ocorre, tendo em vista que os recursos hídricos estão cada vez mais irregulares e escassos. Desse modo, fatores, como o uso ineficiente da água pelo agronegócio e o aquecimento global, devem ser analisados e colocados entre as principais causas dessa problemática. A princípio, segundo o naturalista Charles Darwin, a ganância pelo dinheiro tem levado à destruição da natureza. Assim, fica clara a relação do setor agropecuário com o problema, porque por ter, sobretudo o viés lucrativo, aspectos, como o uso inteligente da água e o seu reaproveitamento, acabam sendo negligenciados. Conforme os dados expostos pela Editora Abril, cerca de 90% da água doce do Brasil é destinada à agricultura, e isso é preocupante, afinal, embora demande a maior parte desse recurso vital, infelizmente, esse segmento não detém a devida responsabilidade com a sua utilização e reciclagem, o que resulta na escassez dele em determinadas regiões. Logo, é inadmissível que devido à ganância de alguns grande parte da população brasileira sofra com a falta desse bem universal. Ademais, é importante destacar a influência do aumento da temperatura do planeta nessa situação. Apesar de ser visto como um processo estritamente natural na ótica do senso comum e de alguns cientistas, o aquecimento global, para a maior parcela da comunidade científica, aproximadamente 99%, tem sido intensificado pelas ações antrópicas, como a queima de combustíveis fósseis e as combustões florestais. Por esse ângulo, nota-se que essas alterações viabilizam a mudança do regime de chuvas e, assim, a indisponibilidade de água em certos locais, uma vez que, com base na perspectiva geográfica, a elevação da temperatura da Terra promove a desregularização das massas de ar, favorecendo com precipitações algumas localidades e castigando outras com longos períodos de estiagem. Dessa forma, é imprescindível a tomada de medidas estatais, a fim de atenuar esses impactos à natureza e à humanidade. Entende-se, portanto, que, para reverter o quadro de escassez hídrica no Brasil e expandir a consciência ambiental da sociedade, mediações são necessárias. Em função disso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com órgãos suplementares, promover fiscalizações mensais nos maiores parques de agronegócio do país, com o objetivo de aprimorar a gestão dos recursos hídricos e fomentar a melhoria dos sistemas de irrigação e drenagem, por intermédio de servidores capacitados, como engenheiros ambientais. Além disso, juntamente com a Mídia, ele deve criar campanhas simples e objetivas em todas as esferas digitais, que notifiquem à população sobre como minimizar os impactos do aquecimento global. Com essas ações, pretende-se que o corpo social seja beneficiado e a efetiva preservação dos recursos naturais, paulatinamente, alcançada.