Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 13/05/2019

Na obra de João Alegria e Rodrigo Medeiros, “Manual do Defensor do Planeta”, é retratada pelo menino Theo a importância de cuidar daquilo que é natural, como a água - elemento visto por Tales de Mileto como a “arché”. Saindo do universo infantil, numa perspectiva real, há órgãos preocupados com este bem tão essencial à vida, dentre eles, a Organização das Nações Unidas. Partindo dessa premissa, é indubitável que medidas são necessárias para prevenir a falta de água na Terra, visto que todos serão afetados com isso.

Em primeiro lugar, é necessário ressaltar a necessidade da molécula de H2O no organismo humano: ela corresponde a cerca de 70% de todo o corpo, e participa em todas as constantes reações químicas que ocorrem (seja por hidrólise ou por síntese de desidratação), além de ter uma função especial, que é regular a nossa temperatura. Logo, se o indivíduo for limitado a consumir menos água do que deveria (como sugere que vá ocorrer a “Carta de 2070”), o metabolismo humano não funcionará bem e inúmeros problemas acompanharão a crise hídrica, por exemplo, o agravamento da pobreza - conforme dito por Ban Ki-moon, ex-secretário-geral da ONU.

Em segundo lugar, olhando de forma mais específica para o Brasil, percebe-se que o mesmo percentual de água presente num adulto é o utilizado no Brasil no setor agrário. De forma análoga, assim como a água é vital para a vida humana, é, também, para a vida econômica do país cuja agricultura representa 30% do PIB (informações retiradas do site EOS Consultores). Com isso, é evidente que a população brasileira tenha cautela na hora de esbanjar suas águas, já que a mesma consome mais de 130 litros a mais  que os 50 litros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (fonte: UNIPACS).

Portanto, é preciso que a ONU continue a promover conferências para que as nações consumam água na quantidade ideal, e mantenha o foco na Década Internacional para a Ação: Água para o Desenvolvimento Sustentável (2018-2028). Para que o Brasil avance nesse quesito, é mister que o Governo Federal incentive, com apoio e ajuda financeira, pesquisas que visam a minimização do desperdício de água na agricultura. Assim, é possível prevenir consequências drásticas e proteger o planeta como propunha Theo.