Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 09/05/2019

Hordienamente, os desafios em torno da escassez da água apresentam-se como uma problemática de caráter social e político que afeta a sociedade contemporânea à medida que sua demanda e consumo aumentam. Isso se deve, sobretudo, ao uso desregular dos recursos hídricos, e, também, à desigualdade na utilização de tais recursos. Logo, se fazem imprescindíveis ações para o enfrentamente do problema.

A princípio, infere-se que a questão dos impactos da escassez da água passou a ser considerado um dos principais impasses da contemporaneidade, no que tange ao seu consumo, já que, assim como preconizado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, ‘‘a vida líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante, característica da modernidade líquida no século XXI". Com isso, os problemas relacionados ao uso desregular de tal recurso, representam o desperdício não provido unicamente da negligência dos cidadãos, visto que a atividade agrícola é a que mais consome água no mundo, segundo dados da ONU - Organização das Nações Unidas, 70% de todo esse recurso disponível no mundo é utilizado na irrigação.

Outrossim, na obra modernista “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, é explícito o incessante anseio pela sobrevivência humana, com o intuito de obter o direito a água. À vista disso, é importante destacar a distribuição desigual desse bem hídrico, principalmente na região Nordeste, a qual convive há décadas com a ausência do fornecimento total de água. Conforme preconizado pela Agência Nacional de Água - ANA, 34% do território nordestino apresentou o nível mais alto de seca, em 2018. Dessarte, evidencia-se as dificuldades climáticas - como a estiagem e a seca dos rios - além da falta de políticas públicas destinadas à essa problemática na região. Tais fatos, somado à demanda de suprir as necessidades da população, contribuiu para o alastramento dessa insuficiência hídrica.

Com efeito, torna-se evidente a necessidade de superar o problema. Para tanto, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com os meios midiáticos, devem alertar e orientar a população sobre o uso consciente da água. Cabe-lhe, ainda, intervir no consumo de água da agricultura sem diminuir sua produtividade, por meio da destinação de mais verbas para fiscalização dessas atividades, com o intuito de realizar tipos de irrigações que economizem os recursos hídricos. Ademais, o Governo Federal deve criar políticas públicas para o desenvolvimento de pesquisas que fintem os fatores climáticos da região Nordeste, enquanto transportam parte da água do aquífero Guarani à região, a fim de promover a igualdade na distribuição da água. Somente dessa forma pode-se superar os impactos da escassez da água no século XXI.