Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 10/05/2019

‘Terra, planeta água’, já dizia Guilherme Arantes em sua melodia vanguardista, este planeta azul, composto por 3/4 de água, na qual o Brasil é possuidor das maiores reservas de água potável do mundo. É um paradoxo pensar que exista em pleno século XXI uma das maiores crises de escassez de água, portanto é imprescindível medidas de prevenção, a adequada distribuição e utilização de forma sustentável, para que essa crise seja sanada.

Em verdade, esta é uma questão atemporal, desde os primórdios da humanidade existe crise, como visto em registros históricos, no Egito nas margens do rio Nilo e na mesopotâmia pelo do rio Tigre e Eufrates, já houve privação, nunca por outro lado, é tão contemporâneo tal problemática, ademais, aflige a sociedade atual com a demanda crescente. Com efeito, a maior seca no país, foi registrada em 2014, em que os Estados faziam rodízio de consumo, tamanho o colapso hídrico, tal que uma reportagem do Estado de São Paulo aponta que fora a pior seca nos últimos 100 anos, por certo, com a tecnologia cada vez mais avançada é necessário implementar novos métodos de reutilização e tratamento.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a atividade agropecuária é a principal responsável pelo uso da água, a agricultura passa a deter 67% da utilização de água, seguida pelas industrias. O agronegócio é o setor da economia que mais necessita da imposição de medidas de redução do consumo de água, pois grande parte de toda a água empregada na irrigação esta sendo perdida, ficando demonstrado que apenas o descuido dos cidadãos não é, isoladamente, a causa da crise, pois a atividade comercial favorece sua carência, impulsionado pelo capitalismo econômico predatório.

Contudo, se torna necessário o adequado tratamento da água e esgoto para reutilização pelas atividades capitalistas, quais sejam, agronegócios, industrias e consumidores finais, preocupando-se com a reutilização desse bem tão desperdiçado. É imperioso a realização de pesquisas pela ANA (agencia Nacional das águas) para contornar os fatores climáticos e por fim campanhas midiáticas para a conscientização da população, evitando o esbanjar desse bem tão precioso, para assim fazer jus a alcunha do nosso planeta azul.