Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 12/05/2019
Água, solvente universal, utilizado em milhares de reações químicas e atuante na homeostase dos seres vivos, substância indispensável à vida. Classificada como fonte não renovável pela Geografia, tem se tornado foco de discussão no século XXI. Sabe-se que de toda água presente em nosso planeta, aproximadamente 3% é doce e que muitas vezes precisa de tratamento para ser consumida, a poluição e o uso indiscriminado desse recurso contribuem para a escassez desse recurso indispensável para vida no planeta. A falta desse recurso acarretaria impactos em diversos setores: saúde, educação, agricultura e a indústria.
Nessa ótica, quando fala-se em qualidade de vida e saúde para o ser humano, pensa-se nesse recurso, jornais diariamente noticiam a falta de água em estados nordestinos, mostrando que existe uma marginalização dessa população por parte no governo, realidade já tratada na literatura brasileira por Graciliano Ramos em ``Vidas Secas´´, que contava a triste realidade de uma família que sofria com sede e fome, frutos da falta de água. Fora da literatura milhões de brasileiro vivem essa realidade indo de encontro com os direitos humanos previstos da Constituição brasileira, embora o texto não aponte diretamente o recurso, mas ter direito à saúde implica no seu uso para sobrevivência.
Ademais, a agricultura brasileira e o agronegócio dependem desse recuso, pois são fontes de sustento para pequenos e grandes produtores, esses impactam diretamente a economia do país. Uma diminuição brusca ou a falta desse recurso colocaria o Brasil ainda mais em crise, geraria mais desemprego e aumentaria o numero de pessoas que passam fome e buscam por esse recurso. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7,2 milhões de pessoas passam fome no Brasil, realidade que poderia se intensificar ainda mais com a falta de água na agricultura e agronegócio.
Dessa forma, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para que esse recurso seja preservado é necessário que haja por parte da população uma conscientização desde o ensino fundamental, sendo conteúdo curricular obrigatório, mostrando e apontando como se deve preservar essa fonte de energia não renovável, seriam necessários investimentos por parte do Ministério da Educação em estudos de campo e visitas em estações de tratamento, pequenas propriedade e demonstrações no agronegócio de como esse recurso é importante para que a vida continue em nosso planeta. Alem disso, cabe as mídias intensificar noticias e formas de preservações desse recurso fazendo com que a população adulta tenha uma nova conduta em relação ao uso consciente da água.