Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 09/05/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem estar social. Conquanto, a escassez de água impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Primeiramente, o uso consciente dos recursos hídricos é fundamental para que os mesmos não acabem. Para Dostoiévski: “O ser humano é um animal que se acostuma.”, entretanto, os maiores responsáveis por utilizá-los são a indústria e a agropecuária. Segundo a Agência Nacional da Água, juntos esses setores consomem por volta de 94% de toda água do Brasil, com o uso de tecnologias que não priorizam a reutilização e geram desperdício. Destarte, a desigualdade no acesso, se agrava entre as camadas menos abastadas da sociedade, o que contribui para a elevação do déficit do consumo básico.

Segundamente, ao analisar que a população não dispõe da quantidade mínima de água recomendada pela OMS, faz-se mister, analisar as consequências não apenas relacionadas a saúde, mas aos impactos sociais dessa carência. Além do risco do aumento de casos de desidratação e pedras nos rins, a carência  de acesso à agua gera verdadeiras diásporas, o que motiva grandes contingentes em busca d’água. Por conseguinte, diversas cidades experimentam o aumento inesperado dos uso de serviços essenciais, ocupação desordenada em locais insalubres, fatores esses, que constituem o agravo da deterioração das condições dessas vítimas do desabastecimento.

Portanto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deve promover o uso de técnicas de irrigação, tais quais o gotejamento, por meio de campanhas publicitárias que evidenciem as vantagens econômicas da prática, para que ocorra um aumento da disponibilidade hídrica, dessa maneira a disputa por água pode ser aplacada.