Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 11/05/2019
Funcionando conforme a Primeira lei de Newton, a Lei da Inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força atue sobre ele mudando o seu curso, os impactos causados pela escassez de água, são problemas que continuam a persistir nas sociedades do século XXI. Diante disso, atos imprudentes como: desperdício de recursos hídricos e poluição dos rios, configuram-se como agentes agravantes da situação.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a questão do descaso que parte da população possui em relação à água, com ações cotidianas que a princípio parecem inofensivas, mas que carregam grande impacto intrínseco como: tomar banho demorado ou deixar a torneira sempre ligada no processo de lavagem de utensílios. De acordo com isso, segundo dados do Ministério das Cidades, cerca de 40% da água tratada no Brasil é desperdiçada. Nesse contexto, percebe-se que se não houver uma mudança de comportamento perante a este recurso, ocorrerá um sério agravamento da crise hídrica no país.
Ademais, outro desafio que contribui para a persistência da falta de água potável, é a degradação dos rios provocada por ações antrópicas. Pois, de fato, é sabido que a relação do homem com o meio ambiente mudou drasticamente, com o advento da Primeira Revolução Industrial ocorrida no século XVIII, visto que o ser humano passou de agente adaptador para transformador das paisagens naturais, e dentre elas, os lençóis freáticos foram os que mais sofreram as consequências, ao serem alvo do descarte do lixo produzido pela sociedade. Um exemplo disso, são os inúmeros rios poluídos nas principais metrópoles globais, como o Tietê em São Paulo e o Hudson em Nova Yorke.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que alterem este cenário. Tais como: a divulgação de propagandas conscientizadoras feitas pelo Governo Federal em parceria a SECOM, em todos os meios de comunicação, alertando sobre os perigos do desperdício de água - focando em dados estatísticos e prejuízo econômico para gerar comoção -, visando reeducar a população. Além do investimento do Estado em empresas especializadas em fazer a recuperação de rios poluídos (como a francesa Phytorestore), através da criação de jardins filtrantes com plantas aquáticas nativas. Em suma, a união destas ações possibilitarão uma maior economia de recursos hídricos e preservação de paisagens naturais, e assim, será possível encontrar um meio que funcione como a força definida por Newton, capas de realizar a mudança no curso dos impactos da escassez de água.