Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 09/05/2019
Promulgada em 1948 pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos como acesso à água potável e ao bem-estar social. Contudo, a acessibilidade à água ainda não é uma realidade compartilhada entre todos aqueles em que tal direito se propõe respaldar. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
O problema de escassez de água em pleno século XXI, antes de mais nada, tem raízes no antigo, mas persistente problema da desigualdade social. Em uma pesquisa elaborada pela “Unipacs” é demonstrado que países como o Canadá consomem por dia o equivalente a 600 litros de água, enquanto países da África subsariana apenas 20 litros dia. Uma disparidade inegável, que demonstra a abundância de um em detrimento da escassez de outro.
À exemplo de países emergentes como o Brasil, o problema está situado não apenas na falta de água, mas no tratamento para torna-lá potável e acessível para todos. Em um estudo realizado pela “ONG SOS Mata Atlântica” em um total de 111 rios brasileiros, 24% das águas são de qualidade ruim ou péssima. Em virtude disso, a população mais pobre e sem acesso a água encanada, como os ribeirinhos, são certamente prejudicados, das mais diversas formas, como exemplo, doenças originárias de locais insalubres.
Portanto, é inquestionável os problemas acarretados pela escassez da água, e estes abrangem campos sociais/econômicos que perpetuam ao longo do histórico da humanidade. De tal forma, é mister que os países desenvolvidos e a ONU criem programas de conscientização de preservação da água por meio de propagandas e cartazes e, que haja uma política de distribuição de renda juntamente com água potável aos países necessitados, através dos países ricos, assim promovendo e assegurando o direito à água para todos e ao bem-estar social.