Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 10/05/2019
No limiar do século XXI, verifica-se que a escassez de água é um problema que afeta todo o mundo. Isto deve-se ao fato de que, de toda a água presente no planeta (75%), menos de 3% é doce, sendo que desse total, grande parte está congelada e outra parte substancial está no subsolo. Além da pouca porcentagem viável para consumo e manejo, a maior parte destina-se à agricultura e indústria, além da grande porção que é desperdiçada e poluída a cada segundo. A grande questão é que a água é um bem essencial para a vida e, se não for gerida de maneira consciente e sustentável, resultará em uma crise hídrica grave, impactando o meio social, econômico e ambiental.
Em primeira análise, há vários fatores que corroboram para a escassez de água, como a seca, a poluição decorrente do uso de agrotóxicos, por exemplo, que podem poluir os rios e os lençóis freáticos e, principalmente, a má distribuição desse recurso. Atentando-se ao último ponto, de acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável, em que a irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico, o que contribui para a má gestão desse recurso tão importante, visto que a irrigação é o insumo que mais desperdiça água.
Ademais, é notório que controlar o uso da água significa deter poder, o que é verificado nas diferenças registradas entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento, em que nos países do Continente Africano, por exemplo, a média de consumo de água por pessoa é de dez a quinze litros/pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia, evidenciando que a crise mundial dos recursos hídricos também está ligada às desigualdades sociais, e deve ser contornada com urgência.
Portanto, faz-se necessário propor medidas que visem diminuir os altos índices de desperdício e poluição da água, conscientizando a população do fato de que a água deve ser vista como um bem que precisa ser preservado, o que pode ser realizado através de campanhas e palestras, a cargo do governo, com o apoio de ONGs e das mídias sociais. Além disso, cabe ao governo a responsabilidade de fiscalizar o tratamento da água, impedindo que a mesma seja descartada de maneira incorreta e de incentivar a mudança para tecnologias, lavouras e formas de proteína animal mais eficientes em termos de economia de água, evitando o desperdício exacerbado desse recurso e contribuindo para que as gerações futuras possam acessá-la.