Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 10/05/2019
Em 1947,surgia a música Asa Branca,de Luiz Gonzaga,retratando as agruras da seca no Nordeste e a vida do morador do sertão: “Por falta d’água perdi meu gado,morreu de sede meu alazão”.Não obstante,em pleno século XXI,a escassez de água do Nordeste para outras regiões parece piorar mesmo depois de tantos anos.Dessa maneira,é preciso analisar os impactos que intensificam esse problema,o qual ocorre,entre outros motivos,o manejo contraproducente e a má distribuição da água.
Em primeira análise,verifica-se que parte da população canarinha sustenta o problema via desperdício,ainda que muitos Estados tenham investido recorrentemente em racionamento e no desenvolvimento de políticas públicas com tecnologias sociais para o reuso de água,além de fontes energéticas alternativas no setor rural que minimizem determinadas lacunas dentro do contexto do bem-estar social humano.De acordo com Paul Watson,fundador do Greenpeace,a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente,porém o que se vê,hodiernamente é,por exemplo,um pé de plantação seco ou morto pela falta de compasso da ação do homem com a natureza comprovada nos versos do rei do Baião.
Concomitantemente a essa dimensão vetusta,é comum os homens do campo e de regiões periféricas de forma majoritária elencarem crises financeiras,visto que o impacto é direto na agricultura de subsistência e na criação de animais.No livro “Os Sertões” de Euclides da Cunha é bem demonstrada a variabilidade dos meios físicos,os quais,aparentemente alguns são melhores que os outros em questão hídrica.Paralelamente,essa é a realidade que predomina no Nordeste e afeta as demais regiões,posto que por meio de informações os indivíduos passaram a enxergar a importância das ações interregionais.
Portanto,é mister que o Estado e seus parceiros tomem providências para amenizar o quadro atual.Cabe ao Ministério do Meio Ambiente investir em cursos para a conscientização do máximo contingente demográfico,criando disciplinas que discutam acerca de tecnologias,a fim de promover o uso ideal da água.Ademais,é imperioso que o Estado preocupe-se em prover na esfera das políticas públicas,com o fito de evitar uma distribuição hídrica desigual,tornando menos decadente o cenário tupiniquim.Só então,seremos uma sociedade fundada na harmonia social e não representada na música que remete às mazelas sociais.