Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 10/05/2019

No filme “O livro de Eli”, um fictício mundo pós-apocalíptico enfrenta guerras e genocídios decorrentes da escassez de água. Esse enredo, embora ficcional, exprime um dos dramas do século XXI: a contenção de recursos hídricos. A falta destes é resultado de poluições e desmatamentos indiscriminados e implica, sobretudo, variados impactos sociais e ambientais.

De acordo com o geógrafo Milton Santos, a ambição capitalista é a responsável pelas desigualdades sociais e pela má distribuição de recursos, como a água. Assim, é possível inferir que populações baixa renda, de regiões continentais marginalizadas, são ainda mais afetadas pela escassez de água. Esta, quando insuficiente ou não potável, pode acarretar problemas de saúde como diarreia, hepatites e infecções intestinais, assim como exclusão social.

Conforme dados da UNICEF, cerca de 35% da população mundial não tem acesso à água tratada. Embora o direito à água, segundo a ONU, seja universal, os impactos socioambientais decorrentes da má distribuição são alarmantes. O desperdício e a poluição dos corpos hídricos, bem como o desmatamento de florestas, influenciam negativamente o ciclo hidrológico, agravando a situação de escassez.

Torna-se evidente, portanto, que é fundamental preservar os recursos hídricos para remediar os impactos já provocados. Inicialmente, cabe ao governo federal de cada país construir sistemas de reúso da água, por meio de investimentos financeiros, para atenuar o desperdício. Ademais, construir cisternas potáveis para populações em vulnerabilidade social, mediante projetos assistencialistas. Outrossim, compete à ONU convocar ações efetivas em prol da sustentabilidade, a fim de reduzir o desperdício. Destarte, alcançar-se-á preservação e redução dos impactos.