Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 11/05/2019

A partir de 1500 começou o processo de colonização do Brasil e por conseguinte, a exploração do pau-brasil. Diante desse viés, a Mata Atlântica, resultado desse processo histórico e recorrente, foi desmatada em mais de 50%. Dessa forma, é importante salientar que esses progressivos desmatamentos interferem no ciclo hidrológico de maneira a contribuir para a escassez da água no século XXI. Com o propósito de diminuir esse impactos, faz-se necessário uma maior fiscalização por parte do Ministério do Meio Ambiente.

Analogamente, a maior parte da água encontra-se na Amazônia, e além do seu potencial hídrico, essa região é responsável por concentrar a maior floresta do país, sendo, dessa maneira, responsável por boa parte das chuvas; ademais, seu possível desmatamento acarreta na redução da precipitação anual, além do efeito estufa que interfere no clima, sendo outro fator desse agravamento.Nesse contexto, segundo o jornal El País, no ano de 2018 a crise hídrica voltou a rondar São Paulo - que já tinha passado por uma crise entre os anos de 2014 à 2016 do Sistema Cantareira - e além de ser um problema relacionado a falta de infraestruturas, de previsão e de uma cultura de consumo responsável, é também pela falta de chuvas, que está diretamente ligada ao desmatamento da floresta amazônica. Diante desse cenário, é evidente que essas ações feitas de forma irregular e constante, resultam em situações precárias para a própria população, como a falta de água para as necessidades básicas e problemas na saúde pública. Logo, é imprescindível que essa situação seja revertida o quanto antes.

Sob outra perspectiva, é um equívoco dizer que a água no Brasil é inacabável, uma vez que alguns lugares já apresentam estresse hídrico, como o sertão nordestino, a Bacia do Tietê - a qual é um dos casos mais graves de poluição da água - e a Bacia do Atlântico sul. Não obstante, essa visão vem desde o período colonial até a segunda geração do Romantismo, que super valorizava a natureza e exuberância do país, levando a sociedade acreditar nesse ideal visionário e abusar da água de forma exacerbada. Somado a isso, a agropecuária é a grande consumidora de água no Brasil e no mundo, sendo um dos grandes contribuintes para a escassez; vale salientar que a estrutura precária de saneamento, também é um outro problema que resulta nesse embate, visto que conforme Agência Nacional de Águas (ANA), a falta de tratamento do esgoto compromete mais de 110 mil quilômetros dos rios brasileiros que recebem os dejetos.

Sendo assim, a ANA, responsável pela implementação da gestão dos recursos hídricos brasileiros, por meio de reformar nesse âmbito, deve implementar obras de saneamento básico e construir estações de tratamento de esgotos.A fim de, dar início a melhoraria do panorama atual.