Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 12/05/2019

É notória a importância da água para a existência de vida terrestre, uma vez que é o componente indispensável para que ocorra o metabolismo das estruturas vivas. No entanto, o acesso a esse precioso bem vital encontra-se em crise, visto que ações antrópicas e naturais comprometem sua distribuição e disponibilidade. Desse modo, é importante traçar medidas para atenuar os impactos negativos oriundos da falta de recursos hídricos.

Em primeiro lugar, é notável o ônus atrelado a interferência humana na redução da disponibilidade da água. Isso porque o uso descontrolado, a contaminação de mananciais e as alterações climáticas estão entre os fatores antrópicos responsáveis pela escassez. Além disso, é válido ressaltar os principais agentes dessas ações: as indústrias e o agronegócio, que segundo dados do Ministério das Cidades são responsáveis por 70% do desperdício da água tratada no Brasil. No entanto, a má administração dos recursos hídricos por parte desses segmentos não são comumente veiculadas nos meios de comunicação, que acabam, muitas vezes, por associar as crises hídricas somente aos hábitos de consumo da população, que baseado nos dados da Agência Nacional de Águas não representa as maiores taxas de uso e desperdício.

Ademais, muitas regiões são assoladas pela falta de recursos hídricos devido fatores naturais como o clima e o descaso assistencial por parte dos governos. Nesse sentido, locais áridos e semi-áridos, que são os mais suscetíveis a longos períodos de seca, quando não recebem investimentos em mecanismos de capacitação de água, tendem a passar por situações de calamidade. Desse modo, visto que o acesso à água limpa e segura consiste em um direito humano fundamental declarado pela Organização Nacional das Nações Unidas (ONU), a inobservância estatal frente as essas sociedades que passam corriqueiramente por esse problema decorrente da pouca oferta de mananciais reflete em um grave afronte a vida. Essa realidade já é contexto de conflitos pela posse de águas em regiões do Oriente Médio, segundo relatório da ONU, e no futuro pode se alastrar para mais regiões do planeta.

Portanto, a escassez de água reflete em um problema contemporâneo que tende a se agravar e impossibilitar a sobrevivência das futuras gerações. Com isso, é necessário tomar medidas para tentar reverter essa situação. Para tanto, cabe aos membros do legislativo propor leis com medidas e penas mais duras para as empresas que exploram irracionalmente as reservas hídricas no intuito de coibir essa prática. No mais, é válido o investimento do Governo Federal no desenvolvimento de tecnologias capazes de baratear e aperfeiçoar o processo de dessalinização da água do mar de modo a levá-la para as regiões menos desprovidas. Pois, é nesse caminho que será possível manter vida na Terra.