Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 11/05/2019
Na obra: “Vidas Secas”, Graciliano Ramos retrata o quão árdua é a vida em locais com carência hídrica. Tendo isso mente, boa parte da população mundial parece desconhecer essa realidade, uma vez que agem como se a água própria para o consumo nunca fosse acabar. Nesse sentido, essas pessoas utilizam a água de forma errada para suprir interesses individuais. Sob tal ótica, esse cenário desrespeita princípios importantes da vida social, como a coletividade.
Em primeiro plano, quando pesquisas da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmam que, em 2050, metade da população mundial sofrerá com a falta de água, evidenciam o quanto a gestão desse bem é negligenciada pela sociedade e precisa ser melhorada. Desde uma torneira pingando durante a noite em uma residência até os milhares de litros gastos diariamente na agropecuária, o uso sem consciência da água que tem caracterizado grande parte dos países hoje contribui para que essa problemática persista.
Outrossim, vale ressaltar que, segundo dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS), o índice nacional de perda de água na distribuição é de 36,7%, massa que poderia ser utilizada para outros fins. Além disso, com a crescente globalização comercial, pode- se inferir que todos os países inevitavelmente sofrerão impactos diretos ou indiretos da escassez desse líquido, como a proliferação de doenças, dentre elas, a hepatite A, a diarreia e a cólera.
Portanto, com o intuito de reverter esse quadro, medidas precisam ser adotadas. Logo, as secretarias de Obras municipais devem diminuir o desperdício e fraudes na distribuição de água nas cidades, por meio da fiscalização e mapeamento dos encanamentos, tornando- os mais eficientes, a fim de destinar o que antes era perdido às regiões de maior vulnerabilidade com a ajuda de ONGs humanitárias. Assim, poderá ser alterada a difícil realidade dos diversos “Fabiano”, personagem principal da obra de Ramos, do país.