Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 12/05/2019

Na Bíblia, no livro de Números, a congregação de Israel ao chegar no deserto de Zim, enfrenta uma escassez de água, e em virtude desse cenário, o povo levanta-se contra Moisés, o seu libertador, afirmando que Moisés os havia libertado da escravidão no Egito a fim de levá-los a perecer neste local com baixa taxa de precipitação pluviométrica. Não distante deste texto bíblico, em pleno século XXI, a falta Hídrica no Brasil, é um impasse a ser mitigado. Nesse sentido, convêm analizarmos os impactos desta problemática gerados na sociedade.

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através deste trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, nota-se que a sociedade ao longo do seu desenvolvimento encontra obstáculos em sua caminhada. Nessa Lógica, a escassez de água no século XXI, manifesta-se como uma pedra no percurso ao combate à miséria da população brasileira. Desse modo, os miseráveis ficando desprovidos de recursos hídricos, impossibilita-os de realizarem a higiene pessoal, lavagem de roupa, e preparação de refeições, dessa forma, adiando e até mesmo tolhendo o progresso social. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução desta conjuntura.

Outrossim, conforme o filósofo francês Jean Paul Sartre, “a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, será sempre uma derrota”. De maneira análoga, os cidadãos estarão sendo destruídos cometendo atos de violência uns contra os outros, devido ao escasso hídrico, a fim de terem acesso à água e por conseguinte manterem a sua vida existindo sobre a terra. Dessa forma, os casos de agressão psicológica, sexual, patrimonial e moral, sendo elevado à taxa de mortalidade no Brasil, e nesse sentido a morta de um indivíduo garantirá a sobrevivência de outro. Com base nisso, torna-se contestável o prevalecimento da crise de água.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a escassez hídrica, para que possa mitigar seus impactos na sociedade. Destarte, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), deve intensificar as politicas públicas, que visam a regulamentação no uso de águas dos rios e lagos de domínio da união, por meio do Sistema Nacional de gerenciamento de recursos hídricos, garantindo o seu uso sustentável, evitando a poluição e o desperdício, e assegurando água de boa qualidade e em quantidade suficiente não apenas para a atual mais também, para as futuras gerações.