Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 12/05/2019
A água é um dos fatores que possibilitou o surgimento e a manutenção de vida na Terra. Hoje, porém, o planeta está em alerta, uma vez que esse recurso está se tornando escasso. Logo, fatores como a distribuição desigual e o uso indevido da água agravam essa problemática.
Segundo a ONU, bilhões de pessoas, hoje, não tem acesso adequado a água, ou seja, o acesso a pelo menos 20 litros diários numa distância máxima de 1 quilometro. É evidente, portanto, que há uma má distribuição desse recurso, como ocorre, por exemplo, no Brasil onde a região Norte tem mais quantidade de água que as outras quatro regiões juntas e ao mesmo tempo é a menos habitada e a que possui solos poucos agricultáveis. Assim, a falta de acesso a água acarreta na ausência de saneamento básico que, por conseguinte pode gerar doenças como a cólera e a disenteria bacteriana.
A poluição de rios e mananciais com o despejo de esgoto, por exemplo, diminui a porcentagem de água adequada para uso doméstico. A preservação dos cursos de água não é ideal, uma vez que a falta de tratamento de esgoto e o lançamento ilegal de efluentes industriais interferem no equilíbrio de diversos ecossistemas. Logo, o resultado dessa situação é a eutrofização de corpos hídricos e a bioacumulação de metais pesados, que afeta principalmente o homem e gera doenças como o câncer.
A escassez de água é uma realidade pela qual o planeta está passando. Para que se minimize essa problemática, portanto, é necessário que os Governadores dos estados e o Ministério do Meio Ambiente levem o saneamento básico para regiões, principalmente, em áreas irregulares, de rápido crescimento populacional e de difícil acesso, onde a maior parte da população é de economicamente inferior. Tal processo ocorreria por meio do aumento do dinheiro investido nessa área. Outra solução seria uma maior fiscalização do destino dos esgotos e dos lixos pelo legislativo junto com o IBGE, que realiza pesquisas sobre o assunto tratado.