Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 12/05/2019

Graciliano Ramos,em sua obra “Vidas secas”,evidência uma seca na região nordestina,causada tanto pela ausência de chuvas,como também na acentuada questão antrópica.Hodiernamente,verifica-se que ainda existem grandes impactos na escassez de água,dado que permite pensar na falta de ações para a distribuição equitativa de água,quanto pela ausência de políticas de preservação na natureza.

Em primeiro lugar,observa-se que a distribuição de água é um direito reconhecido pelas Nações Unidas em 2010.No entanto,em algumas regiões a falta de infraestrutura e de investimentos,faz com que populações,principalmente as mais pobres,não tenham acesso à água limpa em quantidade adequada,tornando-às cada vez mais segregadas.Segundo a ONU cerca de 800 milhões de pessoas no mundo não possuem água potável,uma vez que a maior disposição  está no “consumo virtual”.Isto é,a quantidade líquida utilizada para indústrias e agricultura.Dessa forma,é preciso que subterfúgios sejam encontrados para resolver essa desigualdade.

Outrossim,faz mister ainda,salientar a Constituição como impulsionador do problema.De acordo com Aristóteles,no livro “Ética a Nicomâco”,a política serve para garantir a felicidade dos indivíduos.Segundo essa linha de pensamento,apesar da existência de políticas constitucionais que asseguram a proteção do meio ambiente,é possível perceber a falta de fiscalização,por parte do Estado com o desperdício e a frequente contaminação de água,por causa do mal manejo com o esgoto.Todos esses fatos demonstram,sem sombra de dúvida,a estrutura cíclica do meio ambiente e a não impunidade humana.

Diante dos fatos supracitados,cabe ao Poder Público,a regulamentação rígida sobre as atividades industriais bem como a fiscalização,garantindo o uso comedido da água e o descarte correto do esgoto gerado,afim de que não  haja contaminação desse bem,por meio  da reutilização de forma sustentável e,assim,conter os gastos do consumo virtual,além de junto com a sociedade organizada criar um financiamento público para cobrir os custos necessários para garantir o acesso á água potável a todos .É imperioso também haver veiculação de peças publicitárias principalmente na TV,a fim de atingir a conscientização do contingente demográfico para que possam contribuir com a sustentabilidade via ações e pequenas e individuais.Por fim,o poder estatal associado ao privado deve frear a corrida capitalista,pois na natureza o lucro de hoje é o prejuízo de amanhã.