Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 11/05/2019
A liberação de oxigênio pelas plantas ocorre durante a fase clara da fotossíntese a partir da quebra de moléculas de água, e, dessa forma, seres humanos são capazes de absorvê-lo e respirar por intermédio das mitocôndrias. Entretanto, apenas 1% de toda a água do planeta é própria ao nosso consumo e isso gera escassez de água em diversas regiões do planeta que, por sua vez, dá origem a guerras pelo controle de rios e crise hídrica em países como o Brasil.
A priori, num contexto de escassez de água em muitos países, controlar o uso da água se tornou sinônimo de deter poder. O Oriente Médio, por exemplo, é uma região com 270 milhões de habitantes, que apresenta uma extrema escassez de água e percorrida pelo rio Jordão. O controle das águas do rio Jordão gera conflitos entre árabes e israelenses desde 1967, ano em que, na Guerra dos Seis Dias, Israel terminou com resultados favoráveis, uma vez que tomou para si regiões essenciais para o abastecimento hídrico de outros países – como as Colinas de Golã – e, hoje, controla as águas subterrâneas da Cisjordânia e, portanto, a construção de poços pelos palestinos. Desse modo, a água, por ser escassa, é extremamente disputada e, juntamente com a intolerância religiosa e o controle de reservas petrolíferas, reforça a permanente tensão entre os 19 países do Oriente Médio, gerando guerras e mortes na região.
Ademais, embora a água seja abundante no Brasil, sua distribuição se dá de forma desigual pelo território. É na região Norte, a menos povoada do Brasil, que se localiza a Floresta Amazônica, com uma extrema quantidade de árvores que transpiram e, portanto, geram chuva e umidade transportadas por meio dos “rios voadores” à região Sudeste, na qual o número de registros de secas vem crescendo. Desse modo, crescimento da taxa de desmatamento da floresta Amazônica – que altera negativamente o nível de chuvas num âmbito nacional –, a falta de investimentos na despoluição de rios e o desperdício de água podem vir a gerar situações semelhantes à crise hídrica de 2014, em que o índice de armazenamento do reservatório de Cantareira, em São Paulo, chegou a 12%, prejudicando o abastecimento de residências e os setores industriais e agrícolas – responsáveis por cerca de 90% do uso de água do país, segundo dados do FAO.
Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Urge que o CONAR, em parceria com o IBAMA, por meio de subsídios fornecidos pelo Ministério do Meio Ambiente, crie e divulgue, por meio da exibição em canais abertos, campanhas publicitárias que publiquem as consequências do desmatamento da Amazônia para o clima nacional e os diferentes tipos de desperdício de água, além das vias para que a população possa denunciar com detalhes, a fim de que a água seja tratada de forma responsável e respeitosa pelos cidadãos no Brasil.