Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 11/05/2019
O escritor Graciliano Ramos expôs na obra “Vidas Secas” a mudança constante de uma família que tenta fugir da seca presente no sertão nordestino, mas o ciclo parece não ter fim. E hoje no Brasil, mesmo após tantos anos, a má distribuição de água tratada na residência do cidadão e a falta dela nas indústrias e na agricultura acarretam sérios problemas sociais e econômicos.
Primeiramente visto que os maiores reservatórios deste bem precioso está presente no território brasileiro, eles não são distribuídos igualmente devido fatores geográficos. Mas também a falha no planejamento do manejo desses recursos por questões políticas e administrativa certamente é empecilho para o desenvolvimento social, pois as famílias devido a péssima qualidade hídrica correm risco de contaminação por doenças transmitidas no meio aquático por falta do saneamento básico.
Além da questão demográfica e social, outro setor impactado com a escassez desse elemento essencial é o econômico, pois a agricultura e a indústria que são os principais consumidores, produzem e geram os alimentos para o homem e os produtos para a importação. Ou seja, se houver outro racionamento como ocorrido em 2001, esses setores certamente sofrerão e poderão impactar a economia brasileira.
Portanto cabe aos eleitores fiscalizar as administrações estaduais e municipais com o intuito de ratificar o cumprimento da Constituição de 1988 que responsabiliza-os de captar, tratar e distribuir a água à população para promover o desenvolvimento social e melhorar a qualidade de vida. Ademais, o Governo brasileiro deve ampliar a captação de outra fonte de energia renovável como a eólica, pois além das hidrelétricas que são sobrecarregadas por serem a principal fonte energética do país, diminuirá o risco de novos racionamentos por falta da disponibilidade de água. Dessa forma os impactos causados pela escassez de água tendem a diminuir e a qualidade ambiental aumentar.