Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 11/05/2019
O Brasil, devido aos seus aspectos geográficos como relevo e clima, é a maior potência hídrica do planeta. No entanto, esse favorecimento não é suficiente para evitar a crise que vem sendo constante em muitas cidades do país, como São Paulo. As consequências disso vão além do aspecto direto e atingem o abastecimento de energia e alimentos.
Em primeira análise, de acordo com o portal Mundo Educação, 90% da eletricidade do país é proveniente das usinas hidrelétricas. Dessa forma, o primeiro impacto causado pela crise hídrica é a queda no fornecimento de energia. Por consequência, as indústrias sofrem com a redução da produção, alimentos que dependem de refrigeração acabam tendo que ser descartados e assim há uma reação em cadeia que prejudica toda a população.
Outro fator que deve ser destacado é a produção de alimentos, visto que, segundo o portal Green Me, a carne bovina e suína, o arroz, o leite e até o pão dependem de uma quantia significativa de água para ser produzido. Nesse sentido, o desequilíbrio aquático pode afetar as necessidades nutricionais do brasileiro, haja vista que, com a Lei da Oferta e Demanda, se determinados alimentos estão em falta no mercado, o preço eleva e o poder de compra da população pobre é afetado.
Em suma, a falta de água pode ter consequências indiretas desastrosas para os indivíduos de uma nação. Portanto, cabe ao Ministério de Minas e Energia aproveitar o potencial do território brasileiro a partir da implantação de novas fontes de energia que não tenham impacto sobre a água, como as usinas eólicas e solares e os biocombustíveis. Além disso, a Agência Nacional de Águas pode gerir os recursos hídricos por meio do aproveitamento das águas da chuva nas residências, sem precisar utilizar os rios e mananciais, a fim de minimizar os problemas da crise.