Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 11/05/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante o direito a aguá potável a todos os indivíduos. No entanto, certos problemas impedem com que esse direito seja efetuado na prática, como, a divisão territorial desigual da água doce pelo mundo e a negligencia governamental de muitos países em relação ao saneamento básico. Dessa maneira, faz-se necessário analisar os impasses e desenvolver resoluções para a minimizar os impactos futuros.

Infelizmente, um aspecto natural é preponderante para a desigualdade de acesso à água doce no mundo, a concentração de aquíferos e rios em poucos países. Sabe-se, que o Brasil possui dois dos maiores aquíferos do mundo, enquanto outros territórios possuem apenas rios sazonais ou nem isso. Dessa forma, esses aspectos causam problemas tanto geopoliticamente quanto territorialmente, pois algumas nações devem se subordinar a outras para que tenham o acesso a esse bem, perdendo uma parte da sua independência nacional ou podendo acarretar em tensões como por exemplo no Oriente médio, onde a muito tempo há disputas territoriais entre países sendo um dos objetivos, anexar áreas com grandes ofertas de água.

Ademais, cabe salientar a falta de investimento em saneamento básico como ponto agravante da problemática. Sabe-se, que muitos países possuem água o suficiente para toda a população nacional como por exemplo o Brasil, porém, muitos não tem acesso a água tratada tendo que utiliza-la suja e com microrganismos patogênicos que causam muitas doenças e mortes, o que se firma como um grave problema social. Destaca-se, que a culpa desses impasses é da negligencia governamental, que não investe em saneamento de qualidade nas áreas necessitadas e investe em outras coisas que não são prioridades nacionais, pois sabe-se que o povo paga muitos impostos e quase nada vem em forma de benefício social.

Torna-se evidente, portanto, que o conjunto desses fatores evidencia a necessidade de discussões a cerca do impasse. Por isso, faz-se imprescindível que a ONU use seu grande poder atuando mais e de maneira mais incisiva no quesito pressionar os governos dos países em tensão pela posse de água, tratados de paz e atuação recíproca, sendo acionada sanções caso as metas não sejam cumpridas de maneira eficiente. Cabe salientar o papel que as mídias tradicionais junto de seus respectivos meios na web nos dias atuais, sendo assim, devem criar documentários e reportagens com o objetivo de dar informações e mostrar a população o quão critico está a falta de água tratada e suas consequências, podendo dessa maneira incentivar os mais engajados a lutarem e incentivarem o seu meio social para reivindicarem seus direitos de natureza. Pois, sabe-se que o conhecimento é antagonista da ignorância.