Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 11/05/2019

Desde os primórdios da civilização humana, há a busca permanente de aguá, onde procuravam a criação de cidade-estado próximos à área de grande potencial hídrico, como por exemplo a Mesopotâmia, que se localizava entre os rios Tigres e Eufrates, a fim de utilizar esse recurso para á própria subsistência. Diante disso, perpetuou-se a ideia que a água era um bem de consumo infinito, assim o ser humano passou a utilizá-la de modo inconsciente, sem pensar nas gerações futuras, mas com o passar do tempo foi visto que essa afirmação era contestável pelo simples fato de muitas populações cotidianamente  sofrerem com a escassez de aguá .

A priore, como pronunciou o filósofo Albert Szent-Gyorgyi, ’’ A água é matéria e matriz da vida, não há vida sem água ‘’, corrobora que o ser humano necessita desse recurso natura, logo utilizam-se desse pressuposto para transformar a água, um bem de consumo público, em um bem privado. Assim, muitas empresas do ramo da agricultura , que é o que mais consome água no Brasil segundo a EBC, põem a culpa da escassez nos cidadãos urbanos, na qual nem chega na metade do consumo utilizado na agricultura. Nesse sentido, pelo fato de não haver uma fiscalização adequada, utilizam-se da mesma punição a uma pessoa que desperdiça uma pequena quantidade de água comparada a utilizada por uma empresa do ramo da agricultura, com isso privilegiando os mais influentes.

Concomitantemente, aumenta o número de civilizações que sofre com a escassez de água, justamente por não haver investimento em fiscalização e saneamento básico. Segundo o Jornal O Globo, a crise hídrica de São Paulo, durante os anos 2014 e 2016, atingiu cerca de 8,8 milhões de pessoas. Outrossim, a limitação  hídrica provocada pelo desperdício de água, somada com a diminuição do nível de chuva, proporciona um aumento do número de apagões pelo fato de 62% da energia do Brasil ser gerada em usinas hidrelétricas.

Portanto, é notório que o consumo irracional da água causam problemas para o indivíduo e suas gerações futuras. A Agencia Nacional De Água, devem investir em uma fiscalização mais rígida, por meio de verbas governamentais, que vão ser empregadas no meio urbano e rural, a fim de punir um valor de multa  proporcional a quantidade de água desperdiçada. Além disso, as secretarias municipais e estaduais de educação, devem proporcionar eventos direcionado ao consumo consciente de água, com o auxílio do Estado, implantando um sistema de aprendizagem, não só para os alunos, mais também para os pais, com o intuito de reeducar as pessoas no quesito consumo de água. Por outro lado, a sociedade deve participar, cobrar e fiscalizar para que assim amenizar o quadro atual de escassez de aguá.