Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 13/05/2019
Retrospecto do consumo
Durante o século XX, o crescimento populacional aumentou de forma exponencial e se fez necessário avanços nas áreas da indústria, da agricultura, nos centro urbanos e principalmente no fornecimento de água. Entretanto, tal manejo hídrico ainda é deficitário, mal distribuído e desperdiçado, e deixa grandes impactos em todas as regiões do Brasil. Esse dilema demonstra o negligenciamento e o desconhecimento de políticas públicas e sociais.
A priori, o desenvolvimento populacional trouxe consigo uma maior demanda por bens de consumo, ou seja, o aumento da produção, que durante a Revolução Industrial detinha o pensamento de que os recurso naturais são inesgotável. Além disto, em todo período substancial de avanço poucas foram as políticas aplicadas por falta de conhecimento e a omissão dos magistrados para que o impacto ambiental e a falta de água fossem minimizados. Outrossim, a falta de conhecimento da população sobre a maneira correta do descarte de lixos contribuiu poluição de lagos e rios, e o uso inconsciente hídrico que a longo prazo se vinculou à cultura do desperdício.
Ademais, com o tempo em resposta aos pensamentos industriais, alguns recursos se encontra em escassez, principalmente a água, que apesar de ser renovável não possui um ciclo que atenda às necessidades do homem atual. Então, a falta da mesma contribui para inúmeros efeitos, como a seca representada no romance de Graciliano Ramos - Vidas Secas. Por outro lado, a falta de direções políticas contribuiu para que haja mais desigualdade social no quesito de quem detém água potável, que gera graves doenças e menor expectativa de vida para os brasileiros afetados. Já no meio ambiente, o extrativismo dos fluidos causou e ainda causa graves impactos como erosões, assoreamento, desiquilíbrio na fauna e na flora e interfere de maneira direta nos meios de consumo. Evidência-se, portanto, que a supressão da água, fonte da vida, é uma problemática maior do que se possa imaginar. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente em conjunto com os municípios, atender conforme a necessidade do local as carências básicas como o acesso à água e a destinação do lixo, para sanar déficits primários. Além disso, o governo poderia, quando em parceria com ONG´s especializadas, fornecer palestras sobre o consumo consciente de materiais e recursos naturais para a população local e seus dirigentes. Pois, só com a disseminação de informações e conhecimentos os brasileiros juntamente com seus gestores poderão criar meios mais sustentáveis e evitar a miserável vida dos retirantes sertanejos do nordeste.