Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 12/05/2019
A preservação da água como recurso natural e escasso é fundamental para a evolução da vida na terra. No entanto, sabe-se que apenas vinte por cento do planeta não excede a média ideal de seu consumo, demonstrando o comprometimento da segurança hídrica e do bem-estar dos seres vivos, o que se deve ao consumismo crescente na sociedade contemporânea.
Primeiramente, quando o filósofo Sêneca afirma que para a ganância toda a natureza é pouco, evidencia-se o espírito de consumo desenfreado a que se submete os recursos hídricos. Haja vista o crescente desperdício no mundo atual, majoritariamente, por países ricos, sendo o consumo destes cerca de 10 vezes mais do que o indicado por pessoa diariamente, afetando o equilíbrio da distribuição de água no planeta elevando os níveis de pobreza.
Além disso, parte considerável da elevação térmica planetária advém do aquecimento global, cujo principal motor são os gases poluentes emitidos por fabricas geradas, muitas vezes, pelo intuito de suprir o consumo humanitário. Logo, o crescimento do consumo pelo ser humano torna-se diretamente proporcional aos gases emitidos e à temperatura do planeta. Esta, por sua vez, quando em níveis elevados aumenta a taxa de evaporação hídrica alterando a umidade do solo, o regime de chuva e, consequentemente, a disponibilidade de água para os seres vivos tornando notória a sede e a fome.
Tendo em vista o mal uso da humanidade dos recursos hídricos em consequência do consumismo, cabe à Organização das Nações Unidas estipular um tratado de consumo sustentável entre os países que consumam mais que sessenta por cento da água do recomendado pela Organização Mundial da Saúde diariamente, cujo intuito é o de consolidar o compromisso entre os países de diminuir o consumo diário até o necessário, assim, equilibrando o consumo e o ecossistema a fim de criar um futuro promissor e saudável para a humanidade.