Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 12/05/2019

Em um primeiro momento, sabe-se que a água doce presente no planeta é menor que três por cento e apenas um percentual é disponível. Porém, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), 75% do consumo de água no Brasil é da agricultura, depois animais e só então, o uso para o consumo humano. Visto que, muitos brasileiros mantêm uma rotina com muitos gastos exacerbados, como em um banho de 20 minutos consome aproximadamente 180 litros.

Segundo a arquiteta e urbanista Marussia Whately no seu livro “O Século da Escassez.” onde ela retrata que alguns autores chamam o século 21 de o século da escassez – e por várias razões. Uma delas é a herança do uso indiscriminado da água e que colocou várias regiões em alto grau de estresse hídrico. Temos ainda a poluição das águas, as mudanças climáticas e o alto consumo em atividades agrícolas.

Outro problema é os temores reais de que a água seja motivo de conflitos futuros entre as nações, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 2,7 bilhões de pessoas deverão sofrer com a falta de água em 2025 se o consumo do planeta não diminuir.

Muitos países já sofreram com secas e conseguiram contornar este cenário, um exemplo seria a Austrália. Esse país passou por uma séria adaptação a fim de evitar a escassez. Entre 1997 e 2009, houve o período de seca mais severo. Depois, entre 2013 e 2014 houveram 156 recordes de temperatura. A solução foi investir pesado na infraestrutura. Foram R$ 6 bilhões para evitar vazamentos e economizar água.Eles utilizaram de uma técnica que muitos países aplicam em seu sistema de água: o tratamento e reuso da água. As obras encaminham as águas residuais que saem das casas para reservatórios, onde ela é tratada. Essa “água de reuso” retorna para as casas, já adaptadas para receber em uma torneira especial. Assim, ela é utilizada na limpeza da casa, lavagem de roupas e outras atividades. Dessa forma, não é preciso captar mais recursos da natureza, economizando a água potável.

São notáveis, portanto, várias das causas da escassez desse solvente universal, incluímos assim, que o desperdício não é apenas de atitudes solitárias e sim de um todo. Para isso, faz-se necessário que o poder da mídia não deixe de alertar e orientar sobre o uso consciente, ademais de tratar as águas dos esgotos a fim de as indústrias as reutilizarem de forma sustentável e assim, conter os gastos.