Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 12/05/2019
O período do Romantismo, século XIX, deixa transparecer, através da exaltação da exuberância da natureza brasileira, a ideia de infinidade dos recursos naturais, que permanece na sociedade contemporânea. Entretanto, a realidade atual mostra a finitude de alguns recursos, incluindo a água. Tal carência é resultado do consumo irracional de produtos que envolvem a água nos processos de produção, além de problemas de infraestrutura.
Primeiramente, quando Lev Vygotsky salienta que a escola não pode se distanciar da esfera social, corrobora a importância dessa instituição na formação de pessoas com consumo consciente. Contrariamente a essa lógica, vê-se uma escola preocupada com o ensino tradicional e afastada do campo social, não instruindo os alunos sobre o perigo dos gastos exagerados de itens que envolvem o consumo de água na produção, como por exemplo, produtos alimentares. A indústria agropecuária, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), é o setor brasileiro que mais consome água, dessa forma, desperdiçar carnes, verduras, entre outros, é, indiretamente , o desperdício de água, impactando na produção na agropecuária.
Além disso, a falta de infraestrutura colabora para a carência de água em regiões no Brasil. Problemas ligados à distribuição desse recurso natural, ao saneamento básico, dificultam o cumprimento do direito à água garantido na Declaração Universal dos Direitos Humanos. A exuberância brasileira, retratada pelos autores do período do Romantismo, não é significativa se não há uma boa utilização desse recurso natural. Alguns lugares no Brasil, como a região Norte, apresentam uma grande quantidade de água potável, no entanto, por causa de uma má infraestrutura, há uma distribuição defeituosa, além de uma grande quantidade de esgoto que entra em contato com essa água. Isso leva a uma desigualdade na obtenção desse recurso, causando dificuldades no asseguramento da satisfação das necessidades básicas e da diminuição dos problemas de saúde.
Fica claro, portanto, que uns dos motivos que contribuem para a escassez de água são os problemas educacionais e de infraestrutura. Sendo assim, faz-se necessária a união da esfera municipal com a estadual no investimento nos ensinos fundamental e médio, através de incentivos a palestras que mostrem o consumo de água na produção de alguns produtos utilizados no cotidiano, alertando sobre o perigo do consumismo, afim de construir um pensamento mais crítico e responsável nos alunos. Ademais, é preciso que o Governo Estadual melhore a questão do saneamento básico para diminuir a contaminação da água, e também aumentar as chances de reutilização da mesma.