Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 13/05/2019

“O universo é feito de água” disse Tales de Mileto, filósofo pré-socrático que viveu por volta de 500 a.C. Ao definir que a água seria a “arché” da existência, Tales estava dando um avançado passo para a compreensão da importância da mesma. Impérios de excelência cresceram e se desenvolveram ao redor da água, como os egípcios no Rio Nilo. Isto se dá pela facilidade de expandir a agronomia, as tecnologias e as riquezas de um povo que provê em abundância deste elemento essencial para a vida.

No século XXI, o recurso hídrico não deixa de ser excepcionalmente disputado como nos tempos antigos, contudo deu-se a ele importantes e inovadoras aplicabilidades, por exemplo a geração de energia. A água define o desenvolvimento socioeconômico das nações contemporâneas, pois impacta diretamente na qualidade de vida dos cidadãos. Consoante OMS (Organização Mundial da Saúde) são necessários de  50 a 100 litros de água por pessoa para garantir suas necessidades básicas e saúde, porém, em regiões como a África Subsaariana, o consumo médio está por volta de 20 litros de água por pessoa, mostrando se alarmantemente abaixo do minimo exigido.

Mormente, o jogo politico acerca da água, em decorrência de interesses econômicos e de poder, através de decisões irresponsáveis, acaba por criar ambientes como supracitado, de crises hídricas e condições preocupantes para a vida da população, tanto em âmbito nacional como internacional. Um exemplo claro é o desmatamento da amazônia, que teve entre os anos de 2014 e 2016, o poder de causar secas em São Paulo, por ser afetado a movimentação da água pelas nuvens.

Cabe, portanto, ao Governo Federal promover campanhas de conscientização da realidade verdadeira sobre a água e participar ativamente nos debates internacionais da ONU sobre o assunto, a fim de buscar soluções e evitar que ocorra a escassez da água em pleno séc. XXI.