Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 12/05/2019

A crise hídrica no país do recurso abundante

A água é um bem imprescindível para a sobrevivência, e bem determinante para o desenvolvimento de uma região. Apesar desta ser um recurso bastante abundante no planeta, uma pequena parcela corresponde a água doce, e essa ainda e irregularmente distribuída, o que torna uma região mais ou menos habitada, qual modo de produção, entre outros fatores socioeconômicos. Diante da crescente crise da água, o assunto deve ser analisado sob o olhar dos mais variados setores da sociedade: político, social, científico, tecnológico e ambiental.

A partir da revolução industrial, o advento dos mais variados processos industriais passaram a ser um fator relevante sobre os recursos hídricos dos países envolvidos, dentre eles a crescente poluição de rios, e o problema estrutural de saneamento básico não proporcional ao crescente aumento populacional nas cidades. Posteriormente, o século XX com revolução revolução verde trouxe modernas tecnologias agrícolas, que ampliou a quantidade de terras cultiváveis. Sabe-se que atualmente a irrigação representa 69% do consumo da água no Brasil, segundo estudos da Agência Nacional de Águas (ANA). A agência informou ainda que o consumo hídrico aumentou 80% em relação às duas últimas décadas, e tende a aumentar mais 23% até 2030. Em contrapartida, houve forte crescimento na também a construção de barragens e hidrelétricas e captação de água de aquíferos profundos.

Simultaneamente à crescente demanda hídrica, os desastres ambientais como os das barragens de Mariana e Brumadinho potencializam a contaminação de rios e fontes. Embora o país tenha o recurso abundante, a cultura do uso indiscriminado da água acompanhado com as negligências ambientais, tende a gerar cada vez mais regiões com estresse hídrico e mudanças climáticas, desde estiagem à enchentes. O déficit de água que já acomete as regiões áridas do Norte e Nordeste, ainda não conta com uma intervenção eficiente, faltam maiores investimentos em novas fontes de água, e sua reutilização.

Diante dos variados problemas hídricos, ambientais e de infraestrutura, é notável que embora a maior parcela de ações deva partir do estado, agências reguladoras, e órgãos fiscalizadores, no tocante à busca de soluções para a escassez de regiões áridas, investimentos na otimização do consumo, e em novas tecnologias de reutilização; cabe também a cada indivíduo a disseminação de hábitos e construções sustentáveis, de forma que a educação ambiental possa contribuir de forma significativa na formação dos os cidadãos, empresários e governantes dos próximos séculos.

traz o desafio para este século em solucionar as