Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 12/05/2019
Escassez de água. Vegetação quase inexistente. Pobreza por toda parte. Esse é o cenário mostrado por Graciliano Ramos, em sua obra Vidas Secas, onde as personagens nordestinas são severamente castigadas pela seca. Tal panorama não se distancia muito de nossa realidade.
No tempo presente, um grande transtorno atinge nossa sociedade, sobretudo no que se refere a falta d’ água. Para o ativista político Nelson Mandela, quando se tem um problema há que enfrentá-lo e não disfarçá-lo. Nesse sentido, é necessário um debate acerca das causas da problemática em questão e as medidas cabíveis para o enfrentamento da mesma.
Segundo o Jornal Nacional, após 3 anos de seca, Cidade do Cabo, na África do Sul, pode ficar sem água. Em primeira análise, é importante ressaltar que em muitos lugares, como no caso do Brasil, esse recurso é desperdiçado, devido à falta de consciência ambiental por parte da população, que gasta mais do que necessita. Tal substância é imprescindível para um bom funcionamento de uma sociedade, haja vista que é sinônimo de vida e riqueza.
Outro ponto relevante, é que o Brasil abriga 12% da água doce disponível para ser explorada, e assim ocorre com as usinas hidrelétricas que respondem pela maior parte da geração de energia no país. Para funcionar, elas dependem de nascentes, de rios e de represas bem protegidas por vegetação. Porém o setor agrícola aumenta a sua área de plantio a cada ano, desmantando grandes locais, na qual , muitas vezes, são próximos a esses rios, com isso, os períodos de secas costumam ser maiores.
Diante dos aspectos supracitados, o Governo por meio do Ministério da Educação, deve implementar nas escolas aulas sobre a sustentabilidade e preservação de recursos naturais, para que se tornem adultos conscientes de sua responsabilidade com a natureza, também o Ministério da Economia deve investir em técnicas mais defensáveis na geração de energia, e assim resguardar nosso solvente universal. Talvez assim, alcançaremos uma realidade mais distante da descrita em Vidas Secas.