Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 12/05/2019
No livro “Vidas Secas” o modernista Graciliano Ramos narra as adversidades enfrentadas pelo personagem Fabiano por conta da escassez de água. Analogamente, no século XXI, a ausência de recursos hídricos impacta a conjuntura social, posto que esses são imprescindíveis para a sobrevivência humana. Nesse panorama, não se deve negligenciar os infortúnios migratórios e a ocorrência de enfermidades.
A princípio, a relação entre escassez de água e a questão migratória corrobora o problema. Nesse sentido, cabe ressaltar o grupo de retirantes que afetados pela seca ganham destaque no livro “O Quinze” de Raquel de Queiroz. Tal pressuposto, lamentavelmente, faz parte da realidade de muitos nordestinos, visto que por serem dependentes da agricultura de subsistência, no períodos de estiagem precisam fugir de certos infortúnios, como a fome e a miséria.
Sob outro viés, a falta de recursos hídricos de boa qualidade e a intensificação de enfermidades é inerente ao problema. Consoante a uma pesquisa divulgada pela Agência Nacional de Água (ANA), apenas 12% desse líquido se encontra em estado excelente para consumo. Nesse contexto, muitas pessoas ficam suscetíveis a adquirir doenças, como cólera e esquistossomose, haja vista que os efluentes industriais ou domésticos, não são devidamente descartados e poluem os rios e lagos.
Destarte, para mitigar os impactos da escassez de água, é imperioso que o Ministério da Educação, mediante bolsas de pesquisa universitária, elabore projetos de reaproveitamento hídrico, com intento de otimizar a agricultura de subsistência. Outrossim, urge a ANA fiscalizar o descarte dos efluentes, com o fito de atenuar a proliferação de doenças e para formar uma sociedade díspar da vivenciada pelo personagem Fabiano.