Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 12/05/2019

Na série " The Walking Dead", retrata uma constante busca pelo elemento essencial à vida, a água, e sem ela é gerado diversos problemas, como a desidratação. Hoje, essa dificuldade representada na ficção é a realidade presente na vida de muitos brasileiros, pois a escassez da água é um episódio histórico, mas que ainda continua se agravando. Nessa perspectiva, é notório que os impactos provocados na dignidade humana e na politica ambiental  são âmbitos que precisam ser controlados.

Em primeiro plano, nota-se, que mesmo com um princípio fundamental, imposto pela Constituição de 1988, do direito à dignidade humana, é perceptível que sem o acesso a água, esse fator é ferido e passa a não ser respeitado. Um processo que começa a interferir cada vez mais no futuro, porque é um elemento que garante a sobrevivência e o desenvolvimento da saúde humana. Sob esse viés, os indivíduos negligenciados, tanto de uma adequada distribuição hídrica, como de bom fatores climáticos, consequentemente, irão ser afetados em seus comportamentos, e como demostrou Graciliano Ramos, em sua obra “Vidas Secas”, a crise da água pode se tornar uma crise de falta de identidade. Dessa forma, ações igualitárias de acesso proporcionariam uma minimização maior desse impacto.

Concomitantemente a essa dimensão de direito social, quando a ambientalista Marussia Whately salienta que " é preciso estabelecer diferentes padrões de qualidade da água para diferentes usos", ressalta-se a importância de uma gestão política ambiental eficiente, que garanta o acesso a todos. Contrariamente a essa lógica , a realidade do modelo geopolítico brasileiro, não acompanha, frequentemente, com uma cultura de preservação e infraestrutura ao reuso da água, perdendo uma grande quantidade que poderia ser benéfica para muitos. Prova disso, segundo o Ministério das Cidades, 41% de toda água tratada no país é desperdiçada, ou seja, não há escassez por falta de quantidade, mas por investimentos e qualidade. Logo, é essencial ter um olhar mais especial para esse paradigma ainda recorrente.

Deve-se constatar, portanto, a necessidade de minimizar as dificuldades que tornam a água escassa. Para isso, deve haver um intercâmbio entre o Ministério das Cidades e o campo midiático, que gerem investimentos no sistema de distribuição, principalmente nos locais menos favorecidos, como o Nordeste, e promova por meio de divulgação, em redes sociais, diversas mobilizações, baseado na “Aliança pela Água”, que garante a segurança e a dignidade humana. Somados a isso, as agências nacionais de águas e empresas privadas devem inserir mais projetos técnicos, com infraestrutura de integração energética e engenharia de reuso, a fim de controlar a água, tratada e sem desperdício.