Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 12/05/2019
A água é o principal composto inorgânico necessário para a manutenção do funcionamento metabólico dos seres humanos. Porém, apesar da necessidade urgente dessa substância, os problemas relacionados a sua escassez ainda perduram no século XXI. Esse quadro problemático advém de fatores fisiográficos e socioeconômicos que culminam na má distribuição dos recursos hídricos e na perda da qualidade de vida populacional.
Inicialmente, é importante citar que o Brasil possui características geográficas favoráveis à abundância de água em seu território. Dentre esses fatores, destacam-se a presença de extensas bacias hidrográficas e configurações climáticas favoráveis à preservação desses recursos. Em contrapartida, países como o Quênia e a Arábia Saudita permanecem em situações emergenciais de falta d´água causadas por suas localizações pobres em fontes aquáticas e condições climáticas desérticas. Dessa forma, é possível perceber a desigualdade de distribuição da água e a dificuldade para repartir esse composto químico com equidade.
Além disso, é possível observar que fatores sociais e econômicos influenciam na distribuição da água e contribuem negativamente para a qualidade de vida da população em países assolados pela escassez. Esse panorama pode ser elucidado através de dados disponibilizados pela ONU, os quais demonstram que um cidadão norte-americano consome 575 litros, enquanto o brasileiro consome apenas 185 litros. Através dessa constatação, conclui-se que a influência do local interfere diretamente na sua capacidade de consumo da água, então nações menos desenvolvidas e pouco influentes economicamente padecem com a carência do recurso.
Portanto, torna-se evidente a necessidade de intervenção na condição mundial de distribuição dos recursos hídricos. Em primeiro lugar, é importante que a ONU e os governos dos países invistam em técnicas de dessalinização e filtração, em conjunto com propostas de trocas entre nações vizinhas, visando diminuir o quadro de escassez e distribuição desigual da água. Em segundo lugar, deve-se solicitar das redes midiáticas mundiais a divulgação de programas de televisão, comerciais de rádio, palestras e propagandas impressas, com o objetivo de promover a educação da população quanto ao uso consciente, principalmente em países com elevado consumo.