Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 12/05/2019
“Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, ditado bastante comum no século XXI em que se faz presente os impactos advindos da persistência no uso inconsciente da água. Nesse sentido, o cenário hídrico mostra-se extremamente comprometido, o que se deve a fatores como negligência estatal e cidadania frequentemente frágil.
Em primeiro plano, essa problemática está relacionada com a Teoria do “Habitus”, do sociólogo francês, Pierre Bourdieu, a qual diz que a socialização impõe comportamentos padrões que serão naturalizados e, consequentemente, reproduzidos pelos indivíduos. Nessa perspectiva, os impactos da escassez da água, como saneamento e qualidade de vida afetados, instalaram-se em razão do desperdício virar um costume por conta de uma gestão falha dos órgãos públicos, os quais por não praticarem rigorosas punições, desencadeiam à proliferação da crise hídrica.
Ao analisar o tema, vê-se a mobilização de ativismos nas redes sociais que lutam em prol do uso consciente da água. Contudo, a sociedade mesmo tendo prenoções das consequências do uso desregrado da água ainda, assim, não é raro ver a prática dessa ação. Existindo, dessa forma, uma cidadania frágil que não colabora com a concretização do bem social.
É evidente, portanto, os impactos pela falta de água. Por conta disso, é fundamental o trabalho multidisciplinar entre a Agência Nacional de Águas(ANA) e os órgãos de punição na fiscalização e na regularização do uso de recursos hídricos, visando punir hábitos incorretos, para que, assim, haja avanço social por criar referências punitivas. Além do mais, faz-se necessário que a escola por meio de debates e projetos voltados à água, possa despertar nos alunos os caminhos que devem ser tomados para valorizarem esse bem. A partir disso, um padrão, previsto por Bourdieu, poderá ser reproduzido positivamente.